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Sob Lula, Brasil bate recorde e tem 84 milhões com o nome sujo: “parcelando até no iFood”

Banco Central aponta que 28,7% da renda das famílias vai para dívidas, o maior da série, e 82% dos lares estão endividados; iFood já soma 1,3 milhão de pedidos de comida parcelados

Sob Lula, Brasil bate recorde e tem 84 milhões com o nome sujo: 'parcelando até no iFood'
Foto: Reprodução
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O Brasil chegou a 83,98 milhões de pessoas com o nome sujo em agosto de 2026, o maior número já registrado pela Serasa, no último ano do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O aperto chegou ao prato: o iFood já soma mais de 1,3 milhão de pedidos parcelados no cartão de crédito, com a conta do almoço dividida em até seis vezes.

O número de inadimplentes subiu por 20 meses seguidos até julho. Naquele mês, as dívidas em atraso somavam R$ 586,4 bilhões, espalhadas em 348,3 milhões de contas. Em agosto, o total de negativados avançou mais uma vez e renovou o recorde.

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Os dados do Banco Central, divulgados em 29 de setembro, mostram que nunca o brasileiro gastou tanto do salário para pagar dívida. Em julho, 28,7% da renda das famílias foi para parcelas e juros, o maior percentual da série iniciada em 2005. O recorde vem sendo quebrado quase todo mês desde dezembro de 2025. A dívida total das famílias equivale a 49,9% de tudo o que elas ganham em um ano, colada no pico histórico de janeiro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) aponta o mesmo cenário. Em agosto, 82% das famílias brasileiras estavam endividadas, o sétimo recorde seguido da série que começou em 2010. Quase três em cada dez (29,9%) tinham contas em atraso, e 12,5% disseram que não vão conseguir pagar o que devem. O cartão de crédito aparece em 85,3% das dívidas.

Quem ganha menos é quem mais sofre. Entre as famílias com renda de até três salários mínimos, 85,1% estão endividadas e 38,8% têm contas atrasadas. Foi a única faixa de renda em que a inadimplência subiu no mês.

O calote também bateu recorde nos bancos. A inadimplência das famílias no crédito livre chegou a 8% em agosto, a maior desde 2011, quando o Banco Central começou a série. Um ano antes, era de 6,97%. No cartão de crédito, o atraso chegou a 10%.

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Um dos programas vitrine do governo virou dor de cabeça. O Crédito do Trabalhador, o consignado para empregados com carteira assinada lançado por Lula em março de 2025, tem 10,6% de inadimplência, quase o dobro dos 5,2% registrados em setembro do ano passado. A carteira mais que dobrou em um ano e chegou a R$ 117,7 bilhões.

Os juros explicam boa parte da bola de neve. O rotativo do cartão subiu para 444,9% ao ano em agosto, contra 436,2% em julho. O cheque especial está em 136,4% ao ano, e a taxa média cobrada das famílias chegou a 61,7%. A Selic ficou em 15% de junho de 2025 a março de 2026 e hoje está em 13,75%, mas os cortes ainda não chegaram a quem toma dinheiro emprestado: os juros das famílias subiram em agosto.

É nesse cenário que o parcelamento chegou ao delivery. O iFood liberou a divisão no cartão em setembro de 2025 para farmácia e mercado e, no fim do ano, estendeu para os restaurantes. O pedido pode ser pago em até seis vezes, com juros de 3,53% (em duas parcelas) a 8,36% (em seis). Em dezembro e janeiro, foram 1,3 milhão de pedidos parcelados, mais que o dobro dos cerca de 500 mil registrados entre setembro e novembro. “Os números mostram que oferecemos uma solução que atende uma necessidade dos consumidores”, afirmou Thaís Redondo, diretora de Pagamentos do iFood Pago.

Santa Catarina, que costuma ter os melhores indicadores do país, também entrou na onda. Segundo a Fecomércio SC, 78,4% das famílias catarinenses estavam endividadas em agosto, 6,9 pontos a mais que um ano antes. O atraso é menor que a média nacional (22,2%, contra 29,9%), mas 29,9% da renda já vai para dívidas. Pela Serasa, 2,68 milhões de catarinenses estavam com o nome sujo em julho, 41,6% da população adulta do estado, devendo R$ 26,1 bilhões.

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O governo também está no vermelho. A dívida líquida do setor público chegou a 69,1% do PIB em julho, a maior da série do Banco Central, iniciada em 2001. A dívida bruta passou de R$ 10,9 trilhões, recorde em valores nominais, e a conta de juros da dívida em 12 meses chegou a R$ 1,15 trilhão. A Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, projeta a dívida bruta acima de 90% do PIB em 2028.

A resposta do Planalto veio em programas de renegociação. O Desenrola 2.0, lançado em maio, somou cerca de R$ 22 bilhões em 5,5 milhões de operações de pessoas físicas. Em 25 de setembro, a nove dias do primeiro turno, o governo anunciou o Desenrola 3.0, com desconto mínimo de 90% em dívidas de até R$ 10 mil atrasadas entre dois e quatro anos e meio, mas o pagamento aos consumidores só começa em fevereiro de 2027. No mesmo dia, Lula assinou a medida provisória que proíbe as bets no país. Os sites saem do ar em 6 de outubro. A próxima pesquisa da CNC, com os dados de setembro, sai no início de outubro, e a própria confederação projeta 82,6% de famílias endividadas.

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