Quando os sintomas de alergia aparecem, os antialérgicos costumam ser uma das primeiras opções de tratamento. Porém, muitas pessoas ainda evitam esses medicamentos por medo de um efeito bastante conhecido: o sono.
Hoje, já existe antialérgico que não dá sono ou que apresenta um risco menor de causar sonolência quando comparado aos medicamentos mais antigos. Esses medicamentos fazem parte de uma classe conhecida como anti-histamínicos de segunda geração, como o antialérgico Allegra, por exemplo, e são amplamente utilizados para tratar rinite alérgica, urticária e outras condições relacionadas às alergias.
Você conhece os antialérgicos de segunda geração?
Os anti-histamínicos são medicamentos utilizados para bloquear a ação da histamina, uma substância produzida pelo organismo durante as reações alérgicas. É justamente a histamina que está relacionada a sintomas como:
- espirros;
- coriza;
- coceira;
- olhos lacrimejando;
- vermelhidão na pele.
Antigamente, os medicamentos mais utilizados pertenciam à chamada primeira geração. O grupo é eficaz para aliviar os sintomas, mas causa sonolência, dificuldade de concentração e sensação de cansaço.
Com o avanço das pesquisas, surgiram os anti-histamínicos de segunda geração. Essas opções passaram a ser consideradas alternativas de antialérgicos que não dão sono, justamente porque apresentam menor ação sobre o sistema nervoso central.
Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), os anti-histamínicos de segunda geração são considerados a primeira escolha para diversas condições alérgicas devido ao seu perfil de segurança e menor potencial sedativo.
Por que esses antialérgicos não dão sono?
Os anti-histamínicos de primeira geração conseguem atravessar com facilidade a barreira que protege o cérebro. Quando isso acontece, eles podem interferir em áreas relacionadas ao estado de alerta, favorecendo a sonolência.
Já os medicamentos de segunda geração têm menor capacidade de alcançar essas regiões. Como consequência, costumam provocar menos sono em comparação com os medicamentos mais antigos. A Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial destaca que os anti-histamínicos mais modernos foram desenvolvidos justamente para reduzir efeitos indesejados relacionados à sonolência.
Isso não significa que a sonolência nunca possa acontecer. Algumas pessoas podem apresentar respostas diferentes ao medicamento.
3 opções de antialérgicos que não dão sono
Existem diferentes opções de antialérgicos que não dão sono disponíveis no mercado brasileiro. A escolha deve considerar orientação médica, histórico de saúde e características individuais. Confira algumas das opções mais conhecidas.
Fexofenadina
A fexofenadina está entre os anti-histamínicos de segunda geração mais utilizados atualmente. Ela é indicada para situações como:
- rinite alérgica;
- urticária;
- sintomas respiratórios relacionados a alergias.
A substância apresenta baixo potencial de causar sonolência quando utilizada nas doses recomendadas.
Medicamentos à base de fexofenadina são amplamente utilizados no Brasil. Entre eles, está o Allegra, bastante conhecido por pessoas que buscam alívio dos sintomas alérgicos sem interferir tanto nas atividades do dia a dia.
Loratadina
A loratadina também faz parte da lista de opções consideradas antialérgicos que não dão sono. Ela é frequentemente indicada para:
- rinite alérgica;
- urticária;
- reações alérgicas leves.
Seu uso é bastante comum e está disponível em diferentes apresentações, incluindo comprimidos e xaropes.
Embora a maioria das pessoas não apresente sonolência, é importante lembrar que cada organismo pode reagir de maneira diferente.
Desloratadina
A desloratadina é outra opção pertencente à segunda geração de anti-histamínicos. Ela atua no controle de sintomas como:
- espirros;
- coriza;
- congestão nasal;
- coceira.
O medicamento foi desenvolvido para reduzir os efeitos sedativos observados em medicamentos mais antigos.
Apesar dessas características, nenhum medicamento deve ser utilizado sem orientação adequada. Algumas pessoas podem apresentar efeitos diferentes ou possuir condições específicas que exigem avaliação profissional.





















