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“Quanto mais trabalha, mais se f.”: dono de revenda reclama após carros serem multados na calçada em SC

Proprietário gravou vídeo reclamando das multas e dizendo que "trabalhador não tem um minuto de paz", mas internautas apontaram que veículos estavam sobre piso tátil de acessibilidade

“Quanto mais trabalha, mais se f.”: dono de revenda reclama após carros serem multados na calçada em SC
Foto: Reprodução
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O proprietário de uma revenda de seminovos em Joinville viralizou nas redes sociais após gravar um vídeo reclamando de multas aplicadas nos veículos que estavam estacionados na calçada em frente ao estabelecimento.

No registro, o comerciante aparece visivelmente irritado e diz que “quanto mais tu trabalha, mais se fode”. Ele afirma que “caboclo não tem que trabalhar” e que “tem que fazer coisa errada”, referindo-se à fiscalização como uma perseguição contra trabalhadores. “Seu trabalhador não tem um minuto de paz”, desabafa ao final do vídeo.

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A reação da internet, no entanto, foi na direção oposta.

Carros na calçada

A grande maioria dos comentários na publicação aponta que a revenda estava errada ao ocupar a calçada com os veículos. “Calçada não é pátio de garagista”, escreveu um internauta. Outro questionou: “O pedestre vai passar por cima do carro?”.

O proprietário de uma revenda vizinha confirmou que também foi multado e reconheceu o erro. Segundo ele, os veículos estavam estacionados na área onde há piso tátil de acessibilidade para pessoas com deficiência visual. “Faz parte, estávamos errados na calçada”, admitiu.

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Moradores da região também relataram que os veículos das revendas já vinham ocupando a calçada e a esquina há algum tempo, gerando incômodo para pedestres e frequentadores de uma igreja próxima.

O que diz a lei

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, estacionar sobre calçada é infração grave, com multa de R$ 195,23 e 5 pontos na CNH. Quando o veículo obstrui piso tátil ou rampa de acessibilidade, a infração pode ser classificada como gravíssima.

Até a publicação desta matéria, não havia manifestação oficial do órgão responsável pela fiscalização em Joinville sobre a operação.

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