Um conflito no bairro Vila Real, em Balneário Camboriú, terminou com um homem na UPA das Nações e as partes conduzidas à Delegacia de Polícia Civil na noite de segunda-feira, (18).
O episódio aconteceu em frente à igreja na Rua Dom Abelardo, durante a realização de um culto. Segundo relato do autor das agressões, um vizinho do templo chegou ao local acompanhado de um fiscal de posturas municipais e fez denúncia por suposto som excessivo. De acordo com o homem, o som não estava acima do permitido naquele momento.
Ao sair para verificar a situação, o religioso relata que o vizinho passou a questionar os presentes em tom agressivo e a filmar os frequentadores de forma insistente. Quando foi solicitado que parasse com as gravações, o homem teria avançado em direção a um frequentador do templo. O frequentador, segundo a versão, reagiu e o afastou com um tapa.
Nas redes sociais, uma declaração atribuída ao vizinho ganhou repercussão entre frequentadores do templo e moradores do bairro: segundo relatos publicados por pessoas ligadas à igreja, o homem teria dito que “vai fechar a igreja” e que já teria “fechado outros estabelecimentos”. A liderança do templo registrou ocorrência policial e manifestou interesse em representar criminalmente o vizinho pelos crimes de ameaça e intolerância religiosa.
O confronto desta segunda não é episódio isolado. Conforme a versão da igreja, a situação se arrasta há mais de dois anos. Segundo ele, o vizinho aciona reiteradamente a Guarda Municipal durante os dias de culto com reclamações sobre som e sobre veículos estacionados na via pública. Na véspera da briga, em 17 de maio, o morador e a esposa teriam se postado à porta do templo para filmar a movimentação do local.
Para tentar resolver a questão do ruído, a igreja afirma ter investido mais de R$ 150 mil em tratamento e isolamento acústico. De acordo com a liderança religiosa, um medidor de ruído instalado pela Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú para fiscalização administrativa nunca registrou ultrapassagem dos limites de decibéis permitidos por lei.
A versão do outro lado
Moradores relatam que o homem envolvido na confusão é pai de uma criança com autismo nível 3 e alega sofrer constantemente com o barulho dos cultos. Segundo essa versão, o morador teria registrado múltiplos boletins de ocorrência por perturbação do sossego ao longo desse período.
A Guarda Municipal foi acionada e, ao chegar ao local, ouviu as partes e as conduziu à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. O morador foi encaminhado à UPA das Nações para atendimento médico e deixou o local em veículo próprio, acompanhado de viaturas da corporação.
O caso segue em apuração pela Polícia Civil.























