Um vídeo publicado por uma cabeleireira de Sangão, no Sul de Santa Catarina, terminou com protesto na porta da casa dela e intervenção da Polícia Militar na noite desta segunda-feira. A profissional, conhecida na cidade por compartilhar parte da rotina de trabalho no perfil, gravou enquanto assistia a vídeos de influenciadores que viajam a Angola para ajudar famílias do país africano, e as falas foram lidas como preconceituosas por parte de quem viu.
No vídeo, ela questiona as campanhas que arrecadam comida para Angola e afirma que o povo “só faz filho”. “Como que não ensina esse povo a se prevenir, a botar uma camisinha esses negros?”, diz em um dos trechos, se referindo de forma genérica aos moradores do país, cuja população é majoritariamente negra. A cabeleireira também comenta a quantidade de filhos das famílias, citando lares com cinco, seis crianças ou mais, e sustenta que doar alimento não resolveria o problema: “Pode levar comida que o ano que vem tem que dobrar.”
Ao longo da gravação, ela mistura a crítica com falas sobre a pobreza vista nos vídeos, mencionando crianças passando fome, a falta de emprego e o valor baixo destinado à educação. O tom e, principalmente, o termo usado para se referir aos moradores foram o que mais provocaram reação.
ASSISTA AO VÍDEO
Depois que o vídeo começou a circular, um grupo se reuniu em frente à residência da profissional para protestar contra o que foi divulgado. Durante a manifestação houve momentos de tensão, e a Polícia Militar foi acionada para conter a situação. Conforme relatos, os policiais intervieram para dispersar os envolvidos e garantir a segurança no local, utilizando spray de pimenta durante a ação.
Repercussão dividida
O caso rapidamente dividiu opiniões. Parte do público considerou as declarações ofensivas e passou a cobrar responsabilização, chegando a defender que a cabeleireira responda pela fala. Outra parte argumentou que ela teria levantado pontos válidos sobre a situação retratada nos vídeos e que o erro estaria apenas no termo escolhido.
Até o momento, não há informação de um posicionamento público da cabeleireira sobre o episódio, nem confirmação de que o caso tenha sido registrado formalmente em delegacia.
























