Na noite deste sábado (16), o vereador Sidnei Eunézio de Mira, conhecido como Mira da Estiva (MDB), de São Francisco do Sul (SC), foi conduzido após ser acusado de agredir a própria esposa durante uma briga registrada em via pública, no centro da cidade. O episódio rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e expôs uma crise política e familiar.
Segundo informações preliminares, a confusão começou depois que a esposa flagrou o vereador na casa de sua assessora parlamentar, nomeada em abril para o gabinete dele na Câmara de Vereadores. A assessora, que também seria apontada como amante, era amiga próxima da esposa. Ao chegar ao local, a mulher encontrou os dois juntos, o que resultou em uma discussão acalorada que terminou em agressão física.
A vítima alega que foi imobilizada com um mata-leão e teve a boca tapada com força, numa tentativa de silenciá-la. O caso foi registrado por vídeos que circulam nas redes sociais e mostram parte da confusão em plena área central, presenciada por populares. Todos os envolvidos foram levados à delegacia e um exame de corpo de delito será realizado.
Documentos oficiais obtidos pelo Jornal Razão em parceria com o portal São Chico On-line confirmam que a assessora envolvida foi nomeada em maio de 2025 para ocupar o cargo em comissão no gabinete de Mira.
Nas redes sociais, a repercussão foi imediata. Comentários apontam nepotismo, traição e uso de dinheiro público para manter relações pessoais. “Nepotismo das migles… tanto alarde pra nada, vai continuar corna e ele se divertindo com o dinheiro do povo”, escreveu uma internauta. Outro comentário destacou: “Se pelo menos ele fizesse alguma coisa pelo povo de São Francisco ainda teria relevância”.
Esposa se manifesta
Em conversa com a reportagem do JR, a esposa confirmou que a situação “é exatamente aquilo que foi publicado pelo São Chico Online” e informou que estava na delegacia no momento do contato.
Nas mensagens, a esposa do vereador Mira da Estiva dá detalhes sobre a situação envolvendo o marido e a assessora. Ela afirma que a mulher, hoje apontada como amante, era sua amiga e que foi ela mesma quem a apresentou ao vereador, pedindo que ele desse uma oportunidade de emprego. A nomeação para o cargo de assessora parlamentar ocorreu em maio deste ano.
Segundo o relato enviado ao Razão, logo após a contratação, os dois teriam iniciado um caso extraconjugal. A esposa contou que no último sábado decidiu seguir o marido, que havia saído de casa dizendo que iria trabalhar. “Ele vestiu o uniforme do Ogmo, pois além de vereador também atua como estivador no Porto de São Francisco do Sul”, explicou.
Ela afirma que ele passou a tarde inteira na casa da assessora. Inclusive, destaca que no vídeo que circula nas redes sociais ele ainda aparece com o uniforme de trabalho. Sobre a prisão, a esposa disse que ainda não sabia se o vereador permaneceria detido ou seria liberado. “Espero que ele fique detido pra eu conseguir fazer a mudança entre amanhã e segunda-feira”, desabafou. Todavia, ele foi liberado na delegacia, pois, segundo os policiais, no vídeo não é possível comprovar agressões.
O caso gerou centenas de comentários irônicos e de revolta. Frases como “São Chico não é para amadores” e “Agora tá na mira” dominaram as redes. Outros lembraram de episódios antigos, afirmando que essa não seria a primeira vez que o vereador se envolve em polêmicas conjugais.
O MDB local e a Câmara Municipal ainda não divulgaram notas oficiais sobre o caso. Até o fechamento desta matéria, o vereador não havia se manifestado publicamente em suas redes sociais.
Mira da Estiva é vereador de primeiro mandato e apresenta em seu perfil a frase “É mais que trabalho, é amor a São Chico”. O escândalo envolvendo traição, nomeação de assessora e violência doméstica coloca pressão sobre seu futuro político e sobre a imagem do MDB na cidade.
























