Faz mais de sete meses que Tijucas não registra um assalto. E, quando se olha para trás, é difícil não lembrar da tarde de setembro de 2025, quando a Polícia Militar de Santa Catarina transformou o roubo à loja da Vivo, no Centro da cidade, em uma das respostas mais rápidas e contundentes já vistas no Vale do Rio Tijucas.
Naquele dia, dois criminosos assaltaram o estabelecimento e fugiram em direção à Grande Florianópolis usando um veículo identificado como Uber. O motorista foi detido pela PM sob suspeita de atuar como cúmplice, já que as circunstâncias apontavam para um envolvimento direto com a dupla, e não para uma corrida comum de aplicativo. As guarnições, no entanto, já haviam fechado o cerco.
O desfecho veio na subida do Morro da Cruz, em Florianópolis, na Rua Monsenhor Topp, a principal escadaria de acesso à comunidade. Localizados pelos militares, os assaltantes entraram em confronto. Um deles foi alvejado e morreu no local; o outro acabou preso em flagrante. Com a dupla, a polícia apreendeu as armas usadas no crime e recuperou todo o material roubado da loja em Tijucas, incluindo o dinheiro levado do caixa e os aparelhos celulares.
A operação envolveu a Polícia Científica para a remoção do corpo e chamou atenção de moradores do Morro da Cruz, que acompanharam a movimentação. Mais do que uma ocorrência resolvida, a ação selou um recado que o comando da PMSC repetiria ao longo do ano no Vale: bandido não vai se criar em Tijucas.
Sete meses sem assalto
Desde aquele episódio, a cidade não voltou a registrar assaltos. É um intervalo que caminha lado a lado com uma ofensiva permanente da corporação, que combina a Agência de Inteligência às guarnições de rua. A Companhia de Tijucas, ligada ao 31º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Itapema, manteve o município sob policiamento ostensivo constante ao longo de todo o período.
O trabalho aparece nos números. Em 2026, a PM do Vale do Rio Tijucas chegou à prisão do 30º condenado por estupro no ano, capturas de foragidos da Justiça que se acumularam mês a mês, muitas delas com pena em regime fechado por crimes sexuais contra vulneráveis. A 30ª prisão veio no dia 13 de junho, data do aniversário de Tijucas, apresentada pela corporação como uma resposta direta à população.
É nesse contexto, o das capturas de estupradores foragidos, que o Major Caselli, comandante da PMSC no Vale do Rio Tijucas, costuma resumir a prioridade da operação a cada nova prisão.
Nossa responsabilidade é com as crianças e mulheres de Tijucas. Vamos pegar um por um.
Índices em queda
Os índices de segurança pública acompanharam a tendência. Balanço do 31º BPM que comparou 2024 e 2025 apontou queda de 50% nos homicídios e de 55% nos furtos nos sete municípios sob responsabilidade do batalhão, Tijucas entre eles. No mesmo período, as fiscalizações de trânsito se intensificaram, com aumento expressivo de flagrantes de motoristas sem habilitação, reflexo do policiamento mais presente nas ruas.
Sobre o conjunto do trabalho, o comando faz questão de dividir o crédito com quem está na ponta. Segundo Caselli, o mérito é da tropa. A PMSC segue atuando com firmeza no Vale do Rio Tijucas, mantendo o objetivo de cumprir todos os mandados em aberto contra autores de crimes sexuais e de impedir que organizações criminosas voltem a se instalar na região. Mais de sete meses depois do confronto que neutralizou o assaltante da loja de celulares, o saldo é uma cidade que segue sem novos registros de assalto.























