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“Quero ver quem me tira”: mulher enfrenta condomínio acusado de expulsar pessoas de praia em SC

Pela legislação brasileira, as praias são bens públicos de uso comum do povo

“Quero ver quem me tira”: mulher enfrenta condomínio acusado de expulsar pessoas de praia em SC
Foto: Reprodução
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Uma mulher denunciou uma tentativa de expulsão e apropriação irregular da faixa de areia na Praia da Figueira, em Governador Celso Ramos, na Grande Florianópolis. O caso foi registrado em vídeo e gerou forte repercussão nas redes sociais.

Segundo o relato, tendas já estavam montadas na areia antes mesmo da chegada dos banhistas. Ao se aproximar do local e permanecer por alguns minutos enquanto aguardava familiares, a mulher afirma que foi abordada por pessoas que ordenaram que ela saísse, alegando que aquele espaço teria dono.

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De acordo com a denunciante, três abordagens aconteceram no mesmo dia. Em todas elas, os interlocutores afirmavam que o local seria de uso exclusivo, ligado a condomínio ou estabelecimento próximo, e que ninguém poderia permanecer ali.

Em uma das abordagens, segundo o relato, foi dito de forma direta que alguém estaria sendo pago para não deixar ninguém ocupar aquele trecho da praia, o que levantou suspeitas de reserva ilegal de espaço público.

A mulher afirma que não pretendia se apropriar da tenda nem ocupar permanentemente o local, apenas aguardava outras pessoas do grupo para depois se deslocar. Mesmo assim, foi pressionada a deixar a área.

Após a divulgação do vídeo, outros frequentadores relataram situações semelhantes, afirmando que tentativas de afastar banhistas não seriam episódios isolados na Praia da Figueira, mas práticas recorrentes.

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Pela legislação brasileira, as praias são bens públicos de uso comum do povo, pertencem à União e não podem ser privatizadas, reservadas ou ter o acesso restringido, seja por condomínios, moradores ou estabelecimentos comerciais.

O caso reacende o debate sobre abuso e apropriação indevida da faixa de areia, prática considerada ilegal, e reforça que ninguém pode ser impedido de permanecer em uma praia pública, desde que respeitadas as regras gerais de convivência.

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