O idoso Zeni Manoel Martins, de 73 anos, morreu na noite desta quinta-feira (28) após ser atropelado na rua Antonio Albino Casas, no bairro Joaia, em Tijucas.
Levado em estado grave ao Hospital de Tijucas, ele passou por exames de tomografia e procedimentos de sutura, mas os médicos identificaram uma hemorragia interna, que exigia transferência imediata para um leito de UTI.
Mesmo possuindo plano de saúde particular, não havia nenhum leito de UTI disponível na Grande Florianópolis. O Hospital de Tijucas realizou todos os esforços para conseguir a vaga, entrando em contato com diversas unidades da região, incluindo hospitais da rede privada. A equipe médica fez sucessivas ligações, acompanhada pela família, mas a resposta foi sempre a mesma: não havia vagas.
Sem possibilidade de transferência, o quadro do idoso se agravou e, por volta de 23h45, a família recebeu a notícia de seu falecimento.
O velório acontece nesta sexta-feira (29), a partir das 8h, na Capela Senhor Bom Jesus, no Porto do Itinga, em Tijucas.
A morte de Zeni Manoel Martins expõe de forma contundente a crise de leitos de UTI em Santa Catarina, que atinge até pacientes em situação emergencial e com cobertura de plano particular.
O sistema hospitalar catarinense funciona em rede. Quando não há leito disponível em determinado hospital, a Regulação busca vagas em outras unidades, priorizando a região e, se necessário, expandindo para outras localidades do estado.
Na última semana, Santa Catarina atingiu a marca de 291 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) abertos desde 2023, totalizando 1.459 leitos entre adultos, pediátricos e neonatais em todo o estado. A expansão tem abrangido diversas regiões catarinenses, fortalecendo o atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).





















