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“Se for com carinho, ela deixa”: trágica troca de casais em Florianópolis termina na justiça

Réu foi condenado por atirar contra homem durante encontro com troca de casais, drogas e bebidas no quarto de hotel de luxo em Florianópolis

“Se for com carinho, ela deixa”: trágica troca de casais em Florianópolis termina na justiça
Foto: Reprodução
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Após mais de quatro anos do crime, o réu Ismael Olímpio de Paula foi condenado por tentativa de homicídio simples em sessão do Tribunal do Júri realizada na segunda-feira (5), em Florianópolis. O episódio, ocorrido em julho de 2021, teve como palco o luxuoso quarto 517 do Majestic Palace Hotel, onde um encontro marcado por consumo de drogas, bebidas alcoólicas e troca de casais terminou com disparos de arma de fogo, sangue e confusão.

A pena fixada pela Justiça foi de 3 anos em regime semiaberto, considerando a confissão do réu e sua condição de reincidente. A decisão é assinada pelo juiz André Luiz Anrain Trentini, da Vara do Tribunal do Júri da Comarca da Capital.

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O julgamento

A sessão do júri teve início às 9h da manhã, com a presença do Ministério Público representado pelo promotor Jonnathan Augustus Kuhnen, além da equipe de defesa de Ismael composta pelos advogados Marcos Paulo Poeta dos Santos, Nathalia Poeta dos Santos e Ana Carolina Silva Bittencourt.

O réu foi julgado por tentativa de homicídio simples, sem qualificadoras, e confessou os disparos, o que contribuiu para a dosimetria mais branda da pena. A Justiça entendeu que, embora o ato tenha sido grave, ele foi cometido sob forte carga emocional, em meio a provocações, uso de substâncias entorpecentes e um contexto de tensão entre os envolvidos.

O caso

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O crime ocorreu na madrugada de 25 de julho de 2021, dentro do Majestic, um dos hotéis mais renomados da capital catarinense. De acordo com os autos e laudos periciais, o encontro entre Ismael e a vítima L.R fazia parte de uma dinâmica consensual de troca de casais. Contudo, a noite saiu do controle.

Mensagens trocadas entre os envolvidos revelam que L. teria provocado o réu com insinuações e frases que aumentaram o clima de instabilidade. “Tô aqui. Vai. Firme. Vamos os dois” e “Ela não tá afim, mas se ir com carinho… vai” são alguns dos trechos registrados nos prints anexados ao processo.

O que parecia ser apenas um encontro íntimo, acabou se transformando em uma cena de crime.

O cenário do quarto 517

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O laudo pericial revelou detalhes impactantes da cena. Havia resquícios de cocaína em diversos pontos do quarto — no chão, sobre bancadas e até em um cartão bancário da vítima. Uma nota de R$ 2 enrolada, bebida alcoólica e latas de energético também estavam espalhadas pelo local.

O ambiente estava visivelmente desorganizado, com objetos quebrados, cama fora do lugar e sinais de luta corporal. Foram encontrados dois estojos de munição deflagrados de uma pistola Glock 19X, além de manchas de sangue no chão, móveis e paredes.

L. sobreviveu ao ataque, mas foi atingido por um dos disparos antes de deixar o hotel.

A sentença encerra um caso marcado por misto de curiosidade pública, silêncio institucional e impacto emocional para todos os envolvidos. A pena de 3 anos em regime semiaberto foi aplicada por se tratar de tentativa de homicídio simples (sem qualificadoras), onde a redução é permitida entre 1/3 a 2/3, a critério do juiz. As teses da defesa — como a desclassificação para lesão corporal ou contravenção penal — foram rejeitadas pelos jurados, o que impediu uma pena ainda menor.

Ismael Olímpio de Paula já cumpria pena em outro processo, o que torna a nova condenação ainda mais relevante para seus registros criminais.

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