Era madrugada, a lavanderia estava vazia e as câmeras de segurança seguiam rodando quando a cliente parou em frente às máquinas, respirou e começou a destruir tudo o que via pela frente. Em segundos, cestos voaram pelo ar, lixeiras de ferro foram chutadas e um vaso de plantas terminou em cacos no chão do estabelecimento, no bairro Escola Agrícola, em Blumenau, no Vale do Itajaí.
O acesso de fúria foi todo registrado pelo circuito interno da lavanderia, que funciona 24 horas e opera em regime de autoatendimento. Nas imagens, a mulher aparece arremessando os cestos, começando pelas tampas, e depois passa a pisotear e chutar os objetos, antes de partir para as lixeiras e para o vaso.
O proprietário do estabelecimento, Jean Imthurn, contou que a cliente teria justificado a reação alegando que as roupas saíram da máquina com mau cheiro. Segundo ele, o prejuízo com a depredação chega a cerca de R$ 5 mil.
A destruição não parou nos cestos
De acordo com o dono em entrevista ao G1, a cliente quebrou todos os recipientes, entortou as lixeiras de ferro, danificou as luminárias e deixou buracos em uma parede de drywall que separa a área de autoatendimento da parte de coleta e entrega. Mesas de apoio e o vaso de plantas também foram quebrados.
Chama a atenção nas imagens que, enquanto a depredação acontecia, havia outra pessoa dentro da lavanderia. A segunda mulher seguia tranquilamente dobrando e guardando roupas em uma sacola, aparentemente indiferente à cena ao lado. A relação entre as duas não é conhecida.
Ainda segundo o proprietário, a cliente teria colocado peças em excesso na máquina, o que comprometeria o resultado da lavagem e da secagem. Ele explicou como o funcionamento dos aparelhos depende da quantidade de roupa e do tipo de tecido.
“Se tu colocares muita roupa, realmente não vai ficar bem lavada, não vai ficar bem seca. Às vezes, mesmo utilizando cesto, tem que secar novamente. Uma secagem ali rápida é de 45 minutos, mas vai depender da temperatura que tu vais colocar, do tipo do tecido que está ali, se pode ir na secadora”.
O proprietário informou que registrou boletim de ocorrência e procurou um advogado para adotar medidas judiciais contra a cliente. A Polícia Civil foi questionada sobre a eventual abertura de inquérito, mas não havia se manifestado até a última atualização. A cliente também foi procurada e não retornou os contatos.


























