O aumento médio de 13,53% na conta de luz em Santa Catarina, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e válido a partir desta sexta-feira (22), saiu do campo técnico e entrou de vez na arena política. Após críticas de petistas, o governador Jorginho Mello (PL) reagiu com ataques diretos ao governo federal e ao PT.
A acusação contra Jorginho
A deputada federal Ana Paula Lima (PT), vice-líder do governo Lula, publicou que o reajuste seria responsabilidade da gestão estadual. Na postagem, ela afirmou que, enquanto Lula concede isenção de energia para milhões de famílias pobres no Brasil, o governador de SC aumentaria em 13% a tarifa.
A resposta do governador
Em tom duro, Jorginho não deixou barato:
“Uma deputada botou uma foto minha dizendo que eu tinha aumentado a energia. Isso é picaretagem, isso é coisa do PT vagabundo. Nós estamos pagando a conta do presidente Lula, fazendo farra com o chapéu dos outros.”
O governador afirmou que o reajuste não é decisão do estado, mas consequência da política federal:
“Todos os estados têm que pagar a conta das isenções que ele faz pro Norte e pro Brasil inteiro. A inflação foi de 5%, mas o aumento da luz chegou a 15%. É por isso que a gente continua firme no que está fazendo, sem dar bola pra quem quer distorcer.”
A disputa de narrativas
- PT: acusa Jorginho Mello de ser responsável pela alta na conta de luz em Santa Catarina.
- Jorginho: devolve a crítica, dizendo que a culpa é do governo Lula, que ampliou a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para bancar a tarifa social, empurrando o custo para consumidores de estados como SC.
O impacto real
O aumento atinge diretamente mais de 3 milhões de catarinenses, com 12,3% de reajuste para residências, 12,41% para pequenos comércios e áreas rurais e 15,8% para grandes indústrias. O reajuste é mais que o dobro da inflação acumulada em 12 meses (5,23%).
No meio da briga política, o que pesa é o bolso do consumidor: a conta de luz vai subir, e quem paga é o povo catarinense.



























