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Quadrilha faz família de gerente de banco refém, mantém bebê em cárcere na fuga e cinco acabam presos em SC

Todos os criminosos, com exceção do preso morador de Rio do Sul, residem na Grande Florianópolis e possuem idades entre 21 e 25 anos. Fotos: PMSC

Quadrilha faz família de gerente de banco refém, mantém bebê em cárcere na fuga e cinco acabam presos em SC
Foto: Reprodução
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Uma quadrilha armada invadiu a casa de um gerente de banco em Rio do Oeste, no Alto Vale do Itajaí, manteve a família refém durante toda a noite para tentar extorquir o dinheiro da agência e protagonizou uma fuga que terminou com uma mulher e um bebê feitos reféns em Alfredo Wagner, um carro incendiado em Rio do Sul e cinco presos.

Conforme a Polícia Civil, a ação começou no início da noite de segunda-feira (8), quando os criminosos renderam todos os moradores da residência e os mantiveram em cárcere privado até a madrugada de terça-feira (9).

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A intenção do bando era extorquir valores em dinheiro da agência local. Perto do amanhecer, os sequestradores tiraram os familiares da casa e usaram um automóvel da própria residência como cativeiro móvel, para garantir que o dinheiro do banco fosse realmente entregue.

Enquanto isso, o funcionário ficou mantido na residência e seria liberado depois para ir ao banco efetuar a retirada dos valores.

Reféns abandonados na serra

O plano fracassou. Ao longo da manhã, ao perceberem que as forças de segurança já atuavam, os sequestradores abandonaram os reféns em uma clareira na Serra Tomio, em Laurentino, e fugiram levando o veículo de uma das vítimas.

Momentos depois, o bando seguiu para Rio do Sul, onde abandonou o automóvel roubado às margens da BR-470. Na sequência, os criminosos se desfizeram de um Fiat Mobi no Bairro Progresso e ainda atearam fogo no interior do veículo, antes de seguir em um Chevrolet Onix pela Rodovia SC-350 em direção à Grande Florianópolis.

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Mulher e bebê reféns

O Onix foi abordado pela Polícia Militar em um posto de combustíveis de Alfredo Wagner. Três dos cinco ocupantes foram presos na hora, e duas armas de fogo foram apreendidas. Os outros dois fugiram para a mata.

Durante a fuga, um dos criminosos invadiu uma residência próxima, rendeu e manteve em cárcere privado uma moradora e um bebê de menos de um ano de idade, enquanto fazia contato com terceiros para viabilizar o próprio resgate.

Resgate de Mercedes interceptado

O resgate chegou: um Mercedes-Benz C180 e uma motocicleta Honda XRE saíram da região da Grande Florianópolis apenas para retirar o criminoso do cerco. O carro foi interceptado pela Polícia Militar e pela Polícia Rodoviária Federal em Rancho Queimado, e o quarto integrante do bando acabou preso. A motocicleta foi abordada, com o auxílio do helicóptero Águia, quando chegava a Palhoça.

Por causa do resgate, três mulheres foram abordadas e conduzidas à delegacia, duas delas mãe e companheira do criminoso resgatado.

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Em paralelo, um quinto integrante foi preso no Bairro Bremer, em Rio do Sul, por ter hospedado o grupo em sua casa durante os atos preparatórios do crime.

Ao todo, oito pessoas foram conduzidas à delegacia, mas apenas os cinco homens ficaram presos. Com exceção do morador de Rio do Sul que hospedou o bando, todos os criminosos residem na Grande Florianópolis e têm entre 21 e 25 anos de idade.

Por que foram liberadas

As três mulheres acabaram liberadas. Duas delas, mãe e companheira do criminoso resgatado, não podem ser punidas: o Código Penal isenta de pena o ascendente e o cônjuge ou companheiro que pratica o favorecimento pessoal, que no caso foi o resgate do fugitivo, em benefício de um familiar.

Contra a terceira mulher, que não tem grau de parentesco com o bandido, foi lavrado um termo circunstanciado. Como a pena prevista para esse crime é menor que dois anos, ela também não pôde ser presa, por determinação legal.

Caso vai para a DEIC

Todos os envolvidos e os objetos apreendidos, entre eles uma pistola 9 mm, um revólver calibre .38, munições, carregadores e celulares, foram encaminhados à DIC de Rio do Sul, unidade responsável pela condução dos trabalhos investigativos, que lavrou os procedimentos pelos crimes de extorsão mediante sequestro qualificada, roubo majorado, cárcere privado qualificado e favorecimento pessoal.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações continuam para a completa elucidação dos crimes e, a partir de agora, o caso passa a ser conduzido pela Delegacia de Roubos e Antissequestro da DEIC.

Além da Polícia Civil, a operação integrada envolveu equipes do Comando de Missões Especiais (CME), Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BAPM), 7º Comando Regional de Polícia Militar (7º CRPM) e 2º Comando Regional de Polícia Militar (2º CRPM) e outras forças policiais.

O que sabemos até agora

  • Criminosos armados invadiram a casa de um gerente de banco em Rio do Oeste no início da noite de segunda-feira (8) e mantiveram os moradores em cárcere privado até a madrugada de terça (9)
  • O objetivo era extorquir o dinheiro da agência; perto do amanhecer, a família foi colocada em um carro da casa, usado como cativeiro móvel
  • Com a chegada das forças de segurança, os reféns foram abandonados em uma clareira na Serra Tomio, em Laurentino
  • O bando abandonou um carro roubado na BR-470, incendiou um Fiat Mobi no Bairro Progresso, em Rio do Sul, e fugiu em um Chevrolet Onix pela SC-350
  • Três criminosos foram presos em abordagem da PM em um posto de Alfredo Wagner, com duas armas apreendidas
  • Na fuga, um dos bandidos fez uma moradora e um bebê reféns e acabou preso em Rancho Queimado, após o resgate de Mercedes ser interceptado com apoio da PRF
  • A moto que participou do resgate foi abordada em Palhoça com auxílio do helicóptero Águia
  • Oito pessoas foram conduzidas à delegacia, mas só os cinco homens ficaram presos; os criminosos têm entre 21 e 25 anos e, com exceção do que hospedou o grupo em Rio do Sul, residem na Grande Florianópolis
  • As três mulheres foram liberadas: mãe e companheira do resgatado são isentas de pena pelo Código Penal, e a terceira responde por termo circunstanciado
  • O caso, registrado na DIC de Rio do Sul, passa agora à Delegacia de Roubos e Antissequestro da DEIC

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