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Projeto em SC aposta em diálogo para enfrentar violência contra a mulher

Iniciativa do Judiciário em Joinville promove encontros com homens autores de violência doméstica para reflexão, responsabilização e mudança de comportamento. Foto: Comarca de Joinville

Projeto em SC aposta em diálogo para enfrentar violência contra a mulher
Foto: Reprodução
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Em Joinville, um trabalho voltado a homens em situação de violência doméstica tem buscado algo além da punição: a transformação de atitudes e a construção de novas formas de convivência.

A Central de Penas e Medidas Alternativas da comarca de Joinville concluiu, entre fevereiro e abril deste ano, o primeiro ciclo de encontros do Grupo Refletir, iniciativa do Judiciário com participação obrigatória para homens encaminhados como alternativa penal e medida educativa.

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O projeto foi organizado e coordenado pelas psicólogas Cristina Medeiros e Jovita Hufen, que acompanharam todas as etapas dos encontros presenciais realizados no auditório do Fórum da comarca.

A dinâmica foi estruturada em seis encontros quinzenais, abordando temas essenciais como relações sociais, questões de gênero, masculinidade, violência, uso de substâncias psicoativas, comunicação não violenta, controle da raiva, resolução de conflitos, responsabilização, cidadania e a rede de encaminhamentos.

Mais do que conteúdos teóricos, o grupo também abriu espaço para as vivências dos próprios participantes, que contribuíram diretamente na construção das reflexões ao longo do processo.

Ao final do ciclo, os participantes foram convidados a avaliar a experiência e relatar impactos em suas trajetórias pessoais e relacionais. Segundo a psicóloga Cristina Medeiros, esse momento costuma revelar a dimensão do trabalho realizado.

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“Entre os depoimentos, tivemos homens que disseram que foi importante participar dos encontros e ter contato com outros homens com histórias parecidas. Um outro participante relatou a importância do ambiente construído ao longo das atividades e o fato de ser acolhido e não julgado”, destacou.

Para a psicóloga Jovita Hufen, o Grupo Refletir se consolida como uma ação educativa essencial dentro das medidas alternativas, ao oferecer um espaço de diálogo, responsabilização e compreensão sobre a violência de gênero.

Uma nova turma deve ser aberta ainda neste semestre, com data a ser definida conforme encaminhamentos do Judiciário.

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