Uma cilada disfarçada de reunião de negócios expôs as entranhas de uma organização criminosa que uniu disputa empresarial, cárcere privado e narcotráfico. Na manhã desta quarta-feira (12), uma ação conjunta entre os GAECOs do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e de São Paulo (MPSP) deu início à Operação Patrocínio Fiel, visando reprimir o bando acusado de transformar litígios judiciais em cenas de filme de horror.
A trama começou a ser desvendada após uma profissional liberal cair em um falso convite para um encontro comercial. O que parecia uma oportunidade profissional virou um cativeiro marcado por pavor e coação.
- O cativeiro: A vítima foi mantida sob custódia forçada, sofrendo tortura psicológica e ameaças diretas para ceder em favor de um dos lados de uma disputa corporativa e judicial.
- Perseguição contínua: O pesadelo não terminou com a libertação. A vítima continuou a ser alvo de intimidações constantes e perseguições veladas do grupo.
- Ramificação no tráfico: As apurações revelaram que a estrutura do bando ia além da coação: os criminosos usavam a mesma logística empresarial para armazenar, preparar e distribuir entorpecentes.
Cerco fechado em dois estados
Para frear o avanço da quadrilha, as forças de segurança deflagraram um cerco coordenado com 19 mandados de prisão e de busca e apreensão.
| Estado | Localização | Ações da Operação |
| Santa Catarina | Florianópolis (Capital) | 1 Mandado de busca/prisão para coleta de provas |
| São Paulo | Diversas regiões | 18 Mandados cumpridos em pontos estratégicos |
O processo segue sob sigilo judicial absoluto. O GAECO de Santa Catarina conta com a integração da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar no combate ostensivo ao crime organizado.















