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“Preta safada”: homem relata ter sido esfaqueado por vizinho ao defender esposa de ofensas racistas

Segundo o relato de Fausto Cecilio, de 40 anos, o suposto ataque teria acontecido quando a família saía de casa; ele afirma ter desarmado o agressor; até o momento, não há confirmação oficial sobre o caso

“Preta safada”: homem relata ter sido esfaqueado por vizinho ao defender esposa de ofensas racistas
Foto: Reprodução
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Um homem de 40 anos diz ter sido esfaqueado três vezes nas costas por um vizinho ao tentar defender a esposa de supostas ofensas racistas, em Jaraguá do Sul (SC). O suposto ataque teria acontecido na tarde desta terça-feira (7), quando a família saía de casa para ir ao supermercado, segundo o relato de Fausto Cecilio, que no momento estava acompanhado da esposa e do filho de um ano.

De acordo com a versão apresentada por ele, a família teria sido abordada pelo vizinho, apontado no relato como Heródoto Angeli Filho. O homem teria passado a insultar a esposa de Fausto com ofensas descritas pela suposta vítima como racistas e xenofóbicas. Ela teria sido chamada de “preta safada”, “puta” e “vagabunda”.

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Diante das supostas agressões verbais, a mulher teria começado a gravar a cena. Foi nesse momento, ainda segundo o relato, que a situação teria deixado de ser apenas verbal: armado com uma faca, o vizinho teria avançado contra ela, mesmo com a criança de um ano no colo da mãe.

Três facadas nas costas

Fausto afirma que interveio para proteger a esposa e o filho e que acabou se tornando o alvo do suposto ataque. Segundo ele, o vizinho teria desferido três facadas nas suas costas e ainda tentado continuar as agressões. “Só consegui impedir um desfecho ainda mais grave após conseguir desarmá-lo”, relata.
Ainda de acordo com o relato, o ataque só teria terminado depois que ele conseguiu tomar a faca das mãos do vizinho. Após o episódio, Fausto decidiu tornar o caso público.

“Nenhuma família deveria passar por isso”

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“Torno esse caso público para que os fatos sejam conhecidos e para que a Justiça seja feita. Nenhuma família deveria passar por uma violência como essa”, afirma.

Desde 2023, com a mudança na legislação, a injúria racial passou a ser equiparada ao crime de racismo, tornando-se inafiançável e imprescritível, com pena que pode chegar a cinco anos de reclusão. Caberá às autoridades apurar os fatos e o eventual enquadramento das condutas descritas no relato.

Até a publicação desta matéria, não havia confirmação oficial sobre o caso, informação sobre registro de boletim de ocorrência ou manifestação do vizinho citado no relato. O espaço segue aberto para a versão dele. O caso segue em acompanhamento.

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