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Polícia Civil deflagra operação contra grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado

Investigação começou após vítima receber mensagens pelo WhatsApp com documentos oficiais retirados do sistema judicial

Polícia Civil deflagra operação contra grupo suspeito de aplicar golpe do falso advogado
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil de Santa Catarina deflagrou, nesta quarta-feira (20), a Operação Guardião Eproc para investigar uma associação criminosa suspeita de aplicar golpes virtuais usando processos judiciais e a identidade de advogados. Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em cidades do estado de São Paulo.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Fronteira de Itapiranga e teve início em novembro de 2025, depois que uma vítima denunciou ter recebido mensagens pelo WhatsApp com documentos oficiais retirados do sistema Eproc, utilizado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

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Segundo a Polícia Civil, os criminosos se passavam pela advogada da vítima e solicitavam pagamentos para a suposta liberação de valores judiciais. A prática é conhecida como golpe do “falso advogado” ou “falso precatório”. O uso de documentos reais tinha como objetivo dar aparência de legitimidade às mensagens enviadas às vítimas.

Durante as investigações, os policiais identificaram integrantes responsáveis por receber os valores obtidos com os golpes e por distribuir o dinheiro entre os envolvidos. Também foram encontrados indícios de uso irregular do sistema Eproc por meio de credenciais ligadas a uma profissional que atua no estado de São Paulo, que pode ter relação com os demais investigados.

Os mandados foram cumpridos nas cidades de São Paulo, Poá, Praia Grande, Guarujá e São Vicente. Durante a operação, foram apreendidos celulares, computadores, documentos e outros materiais que devem auxiliar na continuidade da investigação.

A ação contou com apoio do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, por meio do Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional, do Tribunal de Justiça de São Paulo, por meio do Núcleo de Inteligência, e da Polícia Civil de São Paulo. Representantes da Ordem dos Advogados do Brasil acompanharam o cumprimento das medidas judiciais.

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As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos no esquema e responsabilizar criminalmente os autores dos golpes virtuais.

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