Manter o Águia estável a poucos metros das pedras, com o mar batendo logo abaixo e o costão fechando o espaço ao redor, foi o desafio que colocou a perícia do piloto da Polícia Militar no centro da operação de resgate na manhã deste domingo, no Costão da Galheta, em Porto Belo, no Litoral Norte. A manobra exigiu controle absoluto da aeronave num ponto onde qualquer oscilação representa risco.
O acionamento das equipes ocorreu por volta das 8h19, depois que um homem de 44 anos sofreu uma queda grave sobre as pedras do costão. Consciente e orientado, ele conseguiu se deslocar com a ajuda de um amigo até uma área um pouco mais afastada da ação direta das ondas, onde aguardou pelo socorro.
Para chegar até a vítima, os bombeiros do Grupo de Busca e Salvamento precisaram percorrer uma trilha e depois avançar cerca de 600 metros pelas pedras do costão. Na avaliação inicial, a equipe constatou fratura exposta de tíbia e fíbula, sem sangramento intenso, mas em um ponto de acesso complicado, cercado pelo mar agitado.
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Diante do risco de um transporte terrestre por aquele terreno acidentado e sob a ação das ondas, foi solicitado o apoio aéreo. Foi aí que a operação ganhou o contorno que impressionou quem acompanhava. O Águia, de Florianópolis, chegou com suporte médico a bordo e o piloto precisou posicionar a aeronave praticamente sobre o costão, mantendo-a firme enquanto a equipe realizava os procedimentos de estabilização e a retirada da vítima.
O resgate reuniu o trabalho conjunto das equipes do Corpo de Bombeiros Militar, do Grupo de Busca e Salvamento e da guarnição aérea da Polícia Militar. A habilidade do piloto foi um dos fatores que garantiram uma retirada rápida e segura em condições tão adversas.
Depois de estabilizado e embarcado, o homem foi encaminhado ao Hospital Ruth Cardoso, em Balneário Camboriú, onde recebeu atendimento médico especializado.
























