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“Pequena Amanda”: mulher que fingia ser criança em SC enganou fiéis no Paraná, que chegaram a tatuar nome falso no pulso

Conforme a Polícia Civil, integrantes de um grupo de oração do Paraná reconheceram em Amanda Maria Souza de Oliveira, presa em Joinville por se passar por uma criança de 12 anos, a mesma mulher que dizia ter câncer terminal e tirou dinheiro deles em 2021. Uma das fiéis chegou a tatuar o nome da falsa adolescente.

“Pequena Amanda”: mulher que fingia ser criança em SC enganou fiéis no Paraná, que chegaram a tatuar nome falso no pulso
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil do Paraná reabriu a investigação de um golpe aplicado contra um grupo de oração de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, depois que integrantes reconheceram a mulher de 37 anos presa em Santa Catarina por se passar, durante meses, por uma adolescente de 12 anos.

Conforme a Polícia Civil, a mulher foi identificada como Amanda Maria Souza de Oliveira. Para a família catarinense que a acolheu, ela se apresentava como “Gabriele”. Já para o grupo de Colombo, usava o nome “Emily”. A reabertura ocorreu porque os fiéis paranaenses reconheceram nela a mesma pessoa que, em 2021, dizia ser uma jovem de 13 anos com câncer terminal.

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Segundo os integrantes do grupo, naquele ano Amanda teria passado cerca de dez meses relatando histórias de doença, abandono, violência e perdas familiares. As vítimas afirmam que só começaram a desconfiar quando ela passou a pedir dinheiro. Uma das integrantes chegou a tatuar o nome “Emily” no pulso, após criar um forte vínculo afetivo com a suposta adolescente. A tatuagem foi removida depois que o golpe foi descoberto.

O caso paranaense foi registrado em boletim de ocorrência em 2022, e um inquérito foi instaurado em dezembro do mesmo ano. De acordo com a Polícia Civil, a equipe investigou a situação na época, mas não foi possível chegar à autoria do crime. Com a prisão em Santa Catarina e o reconhecimento pelos fiéis, a investigação foi retomada.

O caso de Santa Catarina

A prisão que destravou o caso de Colombo aconteceu em Joinville. Amanda foi presa em flagrante em 2 de junho e teve a prisão convertida em preventiva. Conforme a Polícia Civil, ela viveu cerca de 14 meses como filha adotiva de um casal catarinense, ao afirmar que tinha 12 anos. O delegado responsável pelo caso, Rodrigo Bueno Gusso, afirmou que a mulher conseguiu manipular emocionalmente a família, que passou a tratá-la como criança. Em Santa Catarina, ela responderá pelos crimes de estelionato e falsa identidade.

Em depoimento, Amanda teria confessado ter aplicado o mesmo tipo de golpe em outras cidades e estados. Há registros de ocorrências atribuídas a ela em Curitiba, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em Goiás, no Ceará e no Rio Grande do Sul, além do caso recente em Santa Catarina.

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Um padrão que se repete

As investigações apontam que o roteiro era sempre parecido: Amanda se apresentava como criança ou adolescente em situação de vulnerabilidade, alegava ser vítima de abuso e abandono, e buscava acolhimento em famílias, igrejas e projetos sociais. Para sustentar a versão, ela teria produzido documentos falsos e registrado boletins de ocorrência.

No Rio Grande do Sul, segundo a Polícia Civil, ela já havia sido presa preventivamente entre o fim de 2021 e meados de 2022, após se apresentar em uma unidade de pronto atendimento com 11 anos, alegando abuso. Dois anos depois, voltou a ser autuada por falsidade ideológica ao tentar repetir a fraude. Em Goiás, chegou a ser condenada a um ano de reclusão por falsidade ideológica.

Uma das vítimas do Rio de Janeiro, a nutricionista Renata Magalhães, relatou que Amanda pesquisava na internet formas de imitar o comportamento infantil e sinais associados a uma adolescente autista.

É uma pessoa que vestiu um personagem e criou uma narrativa.

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O que sabemos até agora

  • Amanda Maria Souza de Oliveira, 37 anos, foi presa em flagrante em Joinville (SC) em 2 de junho e teve a prisão convertida em preventiva.
  • Ela se passava por uma adolescente de 12 anos e usava nomes falsos, como “Gabriele” e “Emily”.
  • O caso de Colombo (PR), de 2021, foi reaberto pela Polícia Civil após integrantes de um grupo de oração reconhecerem a mulher.
  • Há registros de golpes semelhantes atribuídos a ela em ao menos seis estados.
  • Em Santa Catarina, ela responderá por estelionato e falsa identidade. A defesa pediu avaliação psiquiátrica.

A defesa de Amanda foi procurada e ainda não se manifestou. Até a última atualização, a investigação em Colombo seguia em andamento, e o Ministério Público de Santa Catarina havia requerido a prisão preventiva, mantida após a audiência de custódia.

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