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Pela terceira vez, homem é alvo de busca do GAECO por abuso sexual infantil em Camboriú

A Operação "Hat-Trick" é em alusão ao termo do futebol usado quando o mesmo jogador marca três gols numa única partida. No caso, os três gols são três mandados de busca e apreensão contra a mesma pessoa. Fotos: MPSC

Pela terceira vez, homem é alvo de busca do GAECO por abuso sexual infantil em Camboriú
Foto: Reprodução
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O nome escolhido pelo Ministério Público diz quase tudo antes mesmo de a investigação vir a público. Na manhã desta quarta-feira (22), o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio do CyberGAECO, deflagrou em Camboriú a Operação “Hat-Trick”, em alusão ao termo do futebol usado quando o mesmo jogador marca três gols numa única partida. No caso, os três gols são três mandados de busca e apreensão contra a mesma pessoa, pelo mesmo tipo de crime.

A ação foi realizada em apoio à investigação conduzida pela 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Camboriú e teve como objetivo apurar crimes relacionados ao abuso sexual infantojuvenil praticados no ambiente virtual. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido no município, e todo o material arrecadado durante a operação será submetido à análise pericial.

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A medida cautelar foi autorizada pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Balneário Camboriú.

O que a investigação apura

Conforme o Ministério Público, as investigações apuram a suposta posse e o armazenamento de imagens e vídeos com cenas de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. A conduta é tipificada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e prevê pena de prisão mesmo quando não há produção do material, bastando o armazenamento.

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O investigado não foi identificado, e a apuração corre sob sigilo. O MPSC informou que, assim que houver publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.

A terceira vez

O detalhe que dá nome à operação está no histórico. Segundo o Ministério Público, esta é a terceira vez que o investigado é alvo de mandados de busca e apreensão em apurações da mesma natureza. As duas primeiras ações foram conduzidas pela Polícia Civil e pelo próprio CyberGAECO, e ambas terminaram em prisão em flagrante.

A escolha do nome, portanto, não é ironia gratuita: reflete a reiteração do investigado em casos envolvendo posse de material de abuso sexual infantojuvenil. É o mesmo alvo, pela terceira vez, na mesma cidade do Litoral Catarinense.

Quem são o GAECO e o CyberGAECO

O GAECO do Ministério Público de Santa Catarina é composto por integrantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, e tem como finalidade a identificação, a prevenção e a repressão às organizações criminosas.

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Dentro dessa estrutura funciona o CyberGAECO, força-tarefa especializada criada para identificar, prevenir e reprimir infrações penais praticadas em ambientes virtuais. É esse braço que responde pelas operações contra crimes cibernéticos que vitimam crianças e adolescentes.

Segundo o MPSC, operações dessa natureza integram a atuação permanente do órgão no enfrentamento a esse tipo de crime, reforçando o compromisso institucional com a proteção integral desse grupo vulnerável.

O material apreendido segue agora para perícia, e a investigação prossegue sob sigilo.

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