Motoristas do transporte coletivo de Florianópolis estão denunciando uma série de episódios violentos protagonizados por um passageiro cadeirante que, segundo os profissionais, já é conhecido por seu comportamento agressivo e reincidente. O caso mais recente ocorreu na quarta-feira (6), quando o homem teria utilizado um estilingue (conhecido como “funda”) para lançar pedras contra ônibus, ferindo um motorista e quase atingindo uma criança.
O relato foi enviado por profissionais que atuam no sistema de transporte urbano da Capital e inclui vídeos e áudios descrevendo a sequência dos fatos. A identidade do suspeito não foi revelada oficialmente, mas ele seria um usuário frequente das linhas de ônibus, com direito à gratuidade por ser PCD (pessoa com deficiência).
“Ele só tem deficiência mesmo nas pernas, porque a cabeça dele funciona, ele é folgado mesmo”, afirma um motorista em áudio enviado ao Jornal Razão. “Todos os motoristas quando veem ele já sabem que vai dar problema, mas somos obrigados a transportar.”
De acordo com os relatos, o homem teria se recusado a descer de um ônibus e passou a ofender verbalmente os passageiros. Quando finalmente desceu, ele sacou o estilingue e atirou pedras contra o veículo, atingindo o vidro da porta, onde uma mãe com uma criança estava próxima.
“A pedra estourou o vidro e um estilhaço cortou minha mão. Foi superficial, mas podia ter sido no para-brisa, com o ônibus em movimento… podia ser uma tragédia”, relatou o condutor ferido.
Logo após o primeiro ataque, o homem teria repetido o ato em outro ônibus, também jogando pedras contra a lataria do coletivo. Os motoristas acreditam que ele já havia saído de casa com a intenção de cometer o ataque.
“Quem anda com estilingue e pedras no bolso?”, questiona um dos motoristas. “Ele se prevalece da deficiência. Já tem histórico de outros casos parecidos. Não é a primeira vez.”
Segundo os profissionais, o passageiro já tem “dois ou três boletins” registrados contra ele. Apesar disso, ele continua utilizando normalmente os coletivos e, segundo os motoristas, não recebe nenhum tipo de acompanhamento ou fiscalização.
A revolta dos trabalhadores aumenta com a sensação de impunidade. “Ele xinga idosos, crianças, passageiros. Se altera por qualquer coisa. Todo mundo tem medo de reagir porque ele é PCD e a gente acaba sendo acusado de discriminação”, explica um motorista.
























