Três crianças sumiram de casa numa tarde de sexta-feira (17) e só foram encontradas quando a noite já tinha caído, sozinhas na região dos Molhes da Barra, em Itajaí. O que parecia um desaparecimento comum virou o fio que desenrolou uma denúncia grave dentro da própria casa. Cinco dias depois, na manhã desta quarta-feira (22), o pai delas foi preso.
A prisão preventiva foi cumprida pela Polícia Militar no bairro São João. Segundo a corporação, os policiais já tinham informação sobre um mandado em aberto contra o investigado e o localizaram em um endereço na Rua Heitor Liberato. Ele foi informado da ordem judicial e encaminhado ao Complexo Penitenciário de Itajaí, onde permanece à disposição da Justiça.
O mandado foi expedido pelos crimes de tortura, violência psicológica contra a mulher e maus-tratos, os três apurados a partir do que a polícia encontrou naquela noite de sexta-feira (17).
O desaparecimento
Os irmãos, de 12, 11 e 8 anos, sumiram na tarde daquele dia. Conforme relato repassado à Polícia Militar, a mãe havia deixado os filhos sozinhos em casa por cerca de uma hora e, ao voltar, não os encontrou mais no imóvel.
A busca terminou à noite, e não por obra da família. Um morador da região viu as três crianças nos molhes e acionou a polícia. Foi ali, no atendimento da ocorrência, que a história mudou de natureza.
O que a polícia encontrou
Durante o atendimento, os militares informaram ter identificado indícios de maus-tratos e suspeita de violência psicológica no ambiente familiar. As crianças, ainda segundo a corporação, relataram aos policiais que teriam sofrido episódios recorrentes de violência praticados pelo pai.
O homem não estava no local e não foi localizado naquele momento. O Conselho Tutelar acompanhou a ocorrência, e a mãe e os três filhos foram encaminhados a uma casa de acolhimento, onde passaram a receber acompanhamento da rede de proteção.
Da denúncia ao mandado
O caso foi registrado e encaminhado à Polícia Civil, responsável pela investigação. A partir das apurações, a Justiça expediu o mandado de prisão preventiva contra o investigado.
Tortura, violência psicológica contra a mulher e maus-tratos são crimes distintos e cumulativos, e a preventiva significa que a Justiça entendeu haver risco em deixar o investigado solto enquanto o processo corre, seja pela possibilidade de novas agressões, seja pelo risco à instrução do caso.
Com a prisão, o investigado permanece no Complexo Penitenciário de Itajaí à disposição da Justiça. A investigação segue em andamento na Polícia Civil, e as crianças continuam sob acompanhamento da rede de proteção.























