Barreiras montadas em estradas rurais, veículos parados um a um e a carga aberta pra conferência: foi assim que uma operação de fiscalização sanitária percorreu o Oeste catarinense na primeira dezena de julho, mirando quem transporta animais e produtos agropecuários à margem da lei. Ao fim do trabalho, mais de cem veículos haviam sido abordados e uma série de irregularidades estava registrada.
A ação foi coordenada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio do Centro de Apoio Operacional de Combate aos Crimes contra o Agronegócio (Caoagro), em conjunto com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e a Polícia Militar Rodoviária. As atividades se estenderam entre os dias 1º e 10 de julho.

As equipes atuaram em seis municípios do Oeste: Palmitos, Seara, Chapecó, Xavantina, Xanxerê e Bom Jesus. A estratégia combinou barreiras sanitárias em pontos de circulação com patrulhamentos nas áreas rurais, alcançando tanto as rodovias quanto o trânsito interno das propriedades.
O foco nas estradas
O foco da fiscalização foi o deslocamento de animais e de produtos de origem agropecuária, com o objetivo de flagrar irregularidades e reforçar a defesa sanitária no estado. Em uma região onde a agroindústria move a economia, o controle sobre o que circula pelas estradas funciona como primeira barreira contra a entrada e a disseminação de doenças no rebanho.
Durante as abordagens, os agentes constataram diversas infrações ligadas ao descumprimento da legislação sanitária. Entre as mais frequentes estava o transporte de animais sem a Guia de Trânsito Animal, a GTA, documento obrigatório que atesta a procedência e as condições sanitárias da carga

Também foram registrados o transporte irregular de aves e a movimentação de carne suína sem a documentação exigida e sem comprovação de origem. A ausência desses registros impede rastrear de onde saiu o produto, uma lacuna que compromete o controle sanitário e pode abrir caminho para a circulação de mercadoria de procedência duvidosa.
O que dizem as autoridades
Em nota, a Polícia Civil destacou que a iniciativa busca reforçar o combate às irregularidades no setor agroindustrial. Segundo a corporação, o trabalho contribui para a proteção da cadeia produtiva e para a segurança alimentar da população.
A GTA, exigida em cada uma dessas etapas, é o instrumento que permite ao poder público saber quando um animal ou produto muda de lugar e sob quais condições. Sem ela, o rastreamento se perde, e é justamente esse elo
























