Um novo corpo foi encontrado na terça-feira (13) em Biguaçu, na Grande Florianópolis. A ocorrência é a 5ª do tipo registrada apenas nos primeiros dias de 2026 no município e voltou a acender o alerta das forças de segurança para a escalada da violência na região.
Segundo a apuração, a guarnição PM foi acionada via COPOM para atender uma ocorrência de corpo encontrado no Rio Três Riachos. No local, os policiais fizeram contato com um homem, que relatou estar navegando pelo rio quando avistou um corpo boiando próximo à margem. Ele acionou imediatamente a Polícia Militar.
Com o apoio da embarcação do próprio comunicante, a guarnição se deslocou até o ponto indicado e confirmou o óbito. Na sequência, o Corpo de Bombeiros foi acionado para o resgate. A guarnição entrou no rio e realizou a retirada do corpo da água.
Após o resgate, a área foi isolada para os procedimentos legais. A Polícia Científica esteve no local, mas, até o momento, não foi possível determinar a causa da morte. As circunstâncias do caso seguem sob apuração.
O novo registro ocorre em um contexto que chama atenção dentro do estado. Na contramão da maior parte de Santa Catarina, Biguaçu passou a aparecer com mais frequência nos indicadores de mortes violentas. Dados da Polícia Militar de Santa Catarina indicam que, enquanto diversas regiões apresentaram queda ou estabilidade, a área do 24º Batalhão registrou aumento no número de casos.
O diagnóstico é que, enquanto a PMSC conseguiu reduzir homicídios em praticamente todo o estado, Biguaçu “parece fora de controle”. O cenário coincide com a mudança de comando, e pressiona o comando da PMSC por respostas concretas.
Biguaçu atualmente está sob o jugo do coronel Sartor, envolvido em uma grande polêmica interna por ter sido promovido ‘prematuramente’ ao posto de tenente-coronel pelo antigo comandante-geral, coronel Pelozato.
Pelozato deixou o Comando-Geral da PMSC em razão da elevada rejeição por parte da tropa da Polícia Militar Catarinense. Sartor é visto como uma extensão e continuidade da gestão de Pelozato. Como herança direta dessa ligação, Biguaçu pode perder o posto de terceira cidade mais segura da região da Grande Florianópolis.
Especialistas em segurança apontam que oscilações podem ocorrer, mas destacam que percentuais elevados, como os registrados em Biguaçu, podem ser reflexo da falta de experiência e do distanciamento da tropa em relação ao atual comandante do batalhão, que possui alto índice de rejeição por uma considerável parcela de seus subordinados.
A comparação entre 2024 e 2025 aponta que as mortes violentas passaram de 8 para 15 no período analisado, uma alta expressiva que destoa da tendência estadual, marcada por reduções relevantes em vários batalhões.
O cenário ganhou ainda mais visibilidade após a recente descoberta de corpos enterrados em uma área de mata no município, em um caso associado à atuação de facção criminosa. Desde então, Biguaçu voltou ao centro do noticiário policial e passou a ser tratada com atenção redobrada pelas autoridades.
Segundo especialistas, o momento pede cautela, leitura técnica dos dados e resposta operacional coordenada.
A Polícia Militar de Santa Catarina segue monitorando os números e promovendo adequações conforme a dinâmica criminal. Em Biguaçu, o acúmulo de ocorrências recentes acende um sinal de alerta em um estado que, de forma geral, tem registrando avanços consistentes no enfrentamento aos homicídios cometidos por facções criminosas.























