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Professora que matou marido e colocou corpo em freezer será julgada em agosto

Cláudia Fernanda Tavares enfrentará o júri popular no dia 28 de agosto, em Capinzal (SC), quase dois anos após a morte do marido, Valdemir Hoeckler, de 52 anos. O corpo dele foi encontrado dentro de um freezer na casa onde o casal morava, em Lacerdópolis. O julgamento está marcado para começar às 9h, na Câmara … Ler mais

Professora que matou marido e colocou corpo em freezer será julgada em agosto
Foto: Reprodução
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Cláudia Fernanda Tavares enfrentará o júri popular no dia 28 de agosto, em Capinzal (SC), quase dois anos após a morte do marido, Valdemir Hoeckler, de 52 anos. O corpo dele foi encontrado dentro de um freezer na casa onde o casal morava, em Lacerdópolis.

O julgamento está marcado para começar às 9h, na Câmara de Vereadores da cidade. Já o sorteio dos jurados será realizado em 7 de agosto, conforme informou o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

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Ré voltou à prisão após recurso

A Justiça determinou, no fim de junho, que Cláudia voltasse ao Presídio Feminino de Chapecó. Ela havia sido colocada em liberdade em agosto de 2023, mas o Ministério Público recorreu da decisão.

No dia 30 de junho, a medida foi revertida. No dia seguinte, Cláudia se apresentou espontaneamente, segundo o advogado de defesa. “Que a justiça seja feita”, declarou o defensor.

A ré agora responderá presa pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (por asfixia e por dificultar a defesa da vítima), ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

Defesa alega histórico de violência doméstica

A defesa afirma que pretende mostrar aos jurados que Cláudia viveu um relacionamento abusivo durante duas décadas. De acordo com o advogado, ela teria sido vítima de agressões físicas e psicológicas e chegou a ser afastada da filha por decisão do marido.

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A estratégia busca convencer o júri de que a ré agiu movida por forte carga emocional e traumas acumulados.

O crime

A morte de Valdemir ocorreu em novembro de 2022. Cláudia teria sedado o companheiro, amarrado braços e pernas e, em seguida, o asfixiado com uma sacola plástica.

Depois disso, ela escondeu o corpo dentro de um freezer. No dia seguinte, procurou a polícia para registrar um boletim de ocorrência sobre o suposto desaparecimento do marido.

O caso gerou comoção na pequena cidade do Oeste catarinense e passou a ser investigado em segredo de Justiça.

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O local do julgamento terá restrição de acesso por questões de segurança, e novas informações sobre a sessão devem ser divulgadas nas semanas anteriores à data.

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