Quando a Polícia Militar chegou à Rua das Adálias, no bairro Potecas, a porta do apartamento já estava arrombada e os gritos haviam cessado. Dentro do imóvel revirado, em meio a uma grande quantidade de sangue, uma mulher de 55 anos estava caída, desacordada, com o rosto tomado por lesões. Socorrida em estado gravíssimo, ela não resistiu e morreu horas depois, na madrugada deste domingo (28).
A agressão aconteceu na noite de sábado (27), em São José, e é tratada como feminicídio. A ocorrência foi registrada por volta das 21h25, depois que diversas ligações relataram uma situação de extrema gravidade em um condomínio da região. Diante do quadro, equipes da Polícia Militar e do SAMU foram mobilizadas com prioridade máxima.
Segundo a Polícia Militar, o autor, um homem de 28 anos, arrombou a porta de entrada do prédio e, em seguida, a porta do apartamento da vítima utilizando um extintor de incêndio. Depois de invadir o imóvel, passou a agredi-la com violência.
Quando as guarnições chegaram, o suspeito ainda estava no local, mas desobedeceu às ordens de abordagem. Conforme a corporação, foi necessário o uso progressivo da força para contê-lo e efetuar a prisão.
Socorro e morte
A vítima foi encontrada caída, com múltiplas lesões na face. Recebeu os primeiros atendimentos do SAMU ainda no apartamento e foi encaminhada em estado gravíssimo ao Hospital Regional de São José. Apesar dos esforços da equipe médica, ela morreu durante a madrugada deste domingo.
Relação será investigada
Questionada sobre a relação entre o autor e a vítima, a Polícia Militar informou que não foi possível esclarecer o vínculo no momento da ocorrência, já que o homem apresentava sinais de embriaguez e não conseguia prestar informações coerentes. Vizinhos relataram que os dois poderiam ter ou já ter tido algum tipo de relacionamento, mas a informação não foi confirmada e deverá ser apurada pela Polícia Civil.
Antecedentes
O homem já era conhecido das forças de segurança. Conforme a Polícia Militar, ele possui registros policiais anteriores por dano, lesão corporal e ameaça. Em uma dessas ocorrências, esteve internado voluntariamente em uma comunidade terapêutica em Florianópolis, onde se desentendeu com outro interno.
Conforme o relato registrado na época, a confusão começou com ofensas. O homem teria sido chamado de “macaco drogado” pelo outro interno, que, por sua vez, afirmou ter dito apenas “chato drogado”. A discussão terminou com uma cotovelada no rosto do outro homem, que teve sangramento no nariz, e com a quebra dos vidros de uma janela durante um momento de raiva.
O autor foi preso em flagrante e permanece à disposição da Justiça. O caso será investigado pela Polícia Civil, que deverá esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e a relação entre os envolvidos.






















