O corpo de Juliana Lima, de 38 anos, foi sepultado na manhã desta terça-feira (22), no Cemitério Municipal São Francisco de Assis, em Curitibanos, no Meio-Oeste de Santa Catarina. A cerimônia foi breve, sem velório, por causa do avançado estado de decomposição do corpo.
Juliana foi encontrada morta no início da tarde de segunda-feira (21), na casa onde morava, no bairro São Luiz. Segundo a Polícia Civil, o cadáver estava sobre a cama, coberto por travesseiros e cobertores, em condições que impedem, por enquanto, a definição exata da data e causa da morte.
De acordo com o delegado Fabiano Rizzatti Toniazzo, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI), familiares não tinham mais contato com Juliana desde 8 de julho. Essa mesma data coincide com o momento em que vizinhos relataram ter visto roupas estendidas no varal, que não foram retiradas desde então.
A principal linha de investigação, conforme o delegado, é a possibilidade de feminicídio. A confirmação depende do resultado da necropsia, que será feita pela Polícia Científica de Santa Catarina.
Durante a investigação inicial, a polícia identificou o companheiro de Juliana como principal suspeito. O homem, de 29 anos, já possui histórico criminal por furto, posse de entorpecentes, lesão corporal, ameaça e desacato.
O caso segue sob apuração da Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias da morte e confirmar ou descartar a hipótese de crime. Testemunhas estão sendo ouvidas, e diligências seguem em andamento.















