A promessa de um salário superior a R$ 5 mil e a esperança de conquistar uma oportunidade de trabalho acabaram se transformando em prejuízo para diversas pessoas. Uma mulher de 44 anos, moradora de Itajaí, em Santa Catarina, foi presa nesta sexta-feira (29) suspeita de integrar um esquema de falsas vagas de emprego que utilizava dados de candidatos para aplicar fraudes bancárias.
A prisão ocorreu em Uberlândia (MG), onde a suspeita estava desde o início da semana. Segundo a Polícia Civil, ela havia viajado de avião a partir de Navegantes (SC) e estava hospedada em um imóvel alugado por temporada no bairro Shopping Park.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso divulgava anúncios de emprego nas redes sociais com promessas de salários atrativos para chamar a atenção de quem estava em busca de recolocação profissional. Para tornar o golpe mais convincente, os suspeitos chegaram a alugar uma sala em um espaço de coworking, onde realizavam supostos processos seletivos e coletavam informações dos candidatos.
Fraude começa a ser descoberta
A fraude começou a ser descoberta após uma vítima procurar um banco e informar que não reconhecia a abertura de uma conta em seu nome. A pessoa relatou ter fornecido dados pessoais e biometria facial durante uma inscrição para uma vaga anunciada na internet.
A partir da denúncia, o setor de prevenção a fraudes da instituição financeira identificou que diversas contas haviam sido abertas a partir do mesmo aparelho celular. O rastreamento também apontou que os acessos estavam ligados à cidade de Uberlândia, informação que ajudou a Polícia Civil a localizar os suspeitos.
Quando os policiais chegaram ao local investigado, encontraram duas pessoas que acreditavam estar participando de entrevistas de emprego legítimas. Uma delas já havia fornecido documentos e informações pessoais aos criminosos e teve uma conta bancária aberta de forma fraudulenta.
O que foi apreendido no local
Durante a operação, foram apreendidos quatro celulares, além de documentos e formulários que podem comprovar a atuação do grupo. A mulher foi indiciada pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, falsidade ideológica e falsa identidade.
Em depoimento, ela afirmou ter sido contratada por um homem por meio do WhatsApp e alegou que as despesas da viagem e da hospedagem foram custeadas por ele.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos. Segundo a Polícia Civil, há indícios de que o esquema tenha ligação com uma organização criminosa que atua em diferentes estados do país. O prejuízo causado pelas fraudes já confirmadas é estimado em cerca de R$ 400 mil.






















