O proprietário só queria entender por que a moradora tinha sumido. Bateu, não teve resposta, e decidiu deixar um bilhete embaixo da porta. Foi quando percebeu que uma das janelas do imóvel estava parcialmente aberta. Ao afastar a cortina, viu a mulher caída sobre a cama. Ela estava morta havia cerca de três dias.
A vítima é Carla Korth Marxsen, de 47 anos. Ela morava sozinha em uma quitinete do bairro Vila Lenzi, em Jaraguá do Sul, no Norte catarinense, onde o corpo foi encontrado na manhã deste sábado (25).
Foi o próprio proprietário quem acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) depois de avistar Carla pela cortina. A equipe foi até o endereço e apenas constatou o óbito. Não havia o que fazer: o corpo já estava em avançado estado de decomposição, condição compatível com a estimativa preliminar de que a morte tenha ocorrido cerca de três dias antes da descoberta.
A Polícia Militar isolou a área, e a rua estreita entre as quitinetes ficou cercada por faixas amarelas ao longo da manhã, enquanto vizinhos acompanhavam a movimentação de longe. A Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas na sequência para realizar a perícia no local e iniciar as investigações.
Detalhes que levantaram a suspeita
Dois elementos chamaram a atenção das equipes logo na chegada. Conforme informações preliminares, a mulher foi encontrada nua. Além disso, a porta do imóvel estaria arrombada.
A combinação levou a uma suspeita inicial de que possa ter havido violência sexual. Trata-se, até aqui, apenas de uma linha de apuração: nada foi confirmado oficialmente, e será a perícia que deverá esclarecer se houve ou não ação de terceiros.
O que a perícia precisa responder
Até o momento, a causa da morte e as circunstâncias do caso não foram divulgadas oficialmente. O exame necroscópico é o que vai definir se Carla morreu por causa natural, por acidente ou em decorrência de violência, e essa resposta é o que determina o rumo do inquérito.
O estado de decomposição do corpo tende a tornar o trabalho mais lento. Em situações assim, a Polícia Científica costuma recorrer a exames complementares, cujo resultado não é imediato. Também é a perícia que deve estabelecer, com mais precisão, o intervalo entre a morte e a descoberta.
Em paralelo, a Polícia Civil trabalha na reconstituição da rotina da vítima nos últimos dias. Levantar quando ela foi vista pela última vez, se recebeu visitas e se alguém percebeu movimentação estranha no corredor de quitinetes é parte central da apuração, sobretudo diante da informação de que a porta estaria arrombada.
Um alerta que veio tarde demais
O caso tem um detalhe difícil de ignorar: Carla estava morta havia dias dentro de casa e ninguém percebeu. Foi a estranheza do proprietário com a ausência prolongada da moradora, e não um chamado de emergência, que acabou revelando o que havia acontecido.
Moradores da região relataram a movimentação policial ao longo da manhã, e a área permaneceu isolada até a remoção do corpo.
As investigações seguem em andamento. Novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço da perícia e do inquérito conduzido pela Polícia Civil.






















