A violência começou em plena via pública. Um homem de 47 anos foi abordado por um grupo na Rua José de Alencar, no bairro Capoeiras, atrás do Morro da Caixa, em Florianópolis, arrastado até um local ermo e espancado de forma brutal no início da tarde desta terça-feira (28).
Quando a Polícia Militar chegou ao endereço, encontrou a vítima sentada na calçada, com escoriações por diversas partes do corpo e dois dedos da mão esquerda amputados.
Ainda consciente, o homem relatou aos policiais que caminhava pela rua quando foi cercado pelo grupo e conduzido à força até o local onde ocorreram as agressões. Segundo o relato, ele foi severamente espancado, e os autores teriam amputado os dedos durante o ataque.
Com dificuldade para respirar, o homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros Militar e encaminhado ao Hospital Governador Celso Ramos, no Centro da Capital, mas não resistiu aos ferimentos.
Droga apreendida horas antes
Horas antes do ataque, na manhã desta terça-feira, uma guarnição da ROCAM localizou um ponto de armazenamento de drogas no Morro da Caixa, após informações da Agência de Inteligência da Polícia Militar.

No local, os policiais apreenderam 518 pedras de crack (191 gramas), 527 pacotes de cocaína (352 gramas), quatro porções de maconha (128 gramas) e R$ 106 em dinheiro. Ninguém foi preso na ação.
As três versões
A polícia apura três versões para o crime. A primeira é a de que a vítima seria “olheiro” do tráfico na comunidade, teria “dormido no ponto” e sido responsabilizada pelo grupo após a apreensão do entorpecente.
A segunda linha considera que o homem seria supostamente informante da polícia. Aos policiais, antes de morrer, ele próprio relatou que as agressões teriam acontecido porque os autores acreditavam que ele repassava informações.
A terceira versão é a de que ele pode ter sido confundido pelos criminosos por ser natural de São Paulo, já que a facção que domina a região é rival da organização paulista.
Até a publicação desta reportagem, ninguém havia sido preso. A polícia segue apurando as circunstâncias do espancamento e trabalha para identificar os autores.























