O movimento no principal terminal de ônibus de Florianópolis foi interrompido no fim da tarde desta quinta-feira (2) quando um homem caiu sem sinais respiratórios no meio do Terminal de Integração do Centro, o TICEN. Antes mesmo de qualquer socorrista chegar, funcionários do terminal já estavam ajoelhados ao lado dele, seguindo por videochamada as orientações que tentariam manter a vítima viva até a ambulância.
O Corpo de Bombeiros Militar foi acionado por volta das 17h50, depois do alerta de que um homem estava sem respirar e com alteração na coloração da pele, sinal clássico de parada cardiorrespiratória. Enquanto as guarnições se deslocavam, os próprios funcionários do TICEN receberam orientação remota para iniciar as manobras de reanimação cardiopulmonar.
Ao chegar, o Corpo de Bombeiros assumiu o atendimento e recorreu a todo o aparato disponível: desfibrilador externo automático e compressor torácico mecânico foram usados nas tentativas de trazer a vítima de volta. Em seguida, uma equipe de suporte avançado do SAMU deu continuidade aos procedimentos, com medicação e recursos de urgência. Mesmo assim, o homem não respondeu a nenhuma das manobras.
Morte ainda no local
A morte foi constatada pelo médico da equipe ainda no local, no coração do sistema de transporte coletivo da Capital. Segundo a Polícia Militar, não foram identificados sinais de trauma ou de violência externa, o que aponta para uma causa natural. Após a confirmação do óbito, a área foi isolada para os procedimentos legais e o Serviço de Verificação de Óbito foi acionado para recolher o corpo.
Num primeiro momento, a vítima foi tratada como um homem em situação de rua, sem identificação. Foi a equipe da Abordagem Social que reconheceu quem era: Jorge Argemiro Marques de Lima, nascido em 5 de abril de 1968, portanto com 58 anos. Conforme a Prefeitura de Florianópolis, ele era usuário da Passarela da Cidadania, atendido pelo Projeto Rumo Certo, política municipal voltada à população em situação de rua.
Busca por familiares de Jorge
Mais de um dia depois, a história não se encerrou com a morte. Até o momento, nenhum familiar de Jorge foi localizado. A equipe da Abordagem Social informou que não possui registro de contatos de parentes e pede que qualquer pessoa com informações capazes de ajudar na identificação ou na localização da família entre em contato com os canais oficiais da Prefeitura de Florianópolis.
O caso reacende o retrato de quem vive nas ruas da Capital e chega ao fim da vida sem que ninguém saiba avisar a família, se é que há uma para ser avisada. Enquanto a busca por parentes continua, o corpo permanece sob responsabilidade dos órgãos públicos.






















