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Menino que sonhava aprender o ofício do pai morre após acidente em metalúrgica de Chapecó

César Cella, de 11 anos, permaneceu 23 dias internado após sofrer queimaduras enquanto aprendia a soldar com o pai. A morte foi confirmada pela família nesta quarta-feira (15).

Menino que sonhava aprender o ofício do pai morre após acidente em metalúrgica de Chapecó
Foto: Reprodução
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O menino César Henrique Cella, de 11 anos, morreu nesta quarta-feira (15), após passar 23 dias internado em decorrência de um grave acidente ocorrido em uma metalúrgica de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.

Conhecido como Cesinha, ele sofreu queimaduras em aproximadamente 80% do corpo enquanto aprendia com o pai o ofício de soldador. Segundo informações divulgadas pela família, o menino apresentou complicações durante o tratamento e não resistiu.

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O acidente aconteceu por volta das 13h30 do dia 22 de junho, na Rua Laguna, no bairro Eldorado. Conforme as informações divulgadas na ocasião, uma possível explosão ocorreu dentro do imóvel onde funcionava a metalúrgica. As circunstâncias exatas do acidente ainda dependem de conclusão oficial.

César recebeu os primeiros atendimentos das equipes de emergência e foi encaminhado ao Hospital Regional do Oeste, em Chapecó. Ele estava consciente, mas apresentava queimaduras extensas e comprometimento das vias respiratórias.

Devido à gravidade do quadro, uma operação foi organizada para transferi-lo ao Hospital Infantil Joana de Gusmão, em Florianópolis, referência no atendimento de crianças e adolescentes vítimas de queimaduras.

A primeira tentativa de transferência, realizada no dia 23 de junho, precisou ser cancelada porque o estado clínico do menino ainda não permitia o transporte com segurança. No dia seguinte, após apresentar estabilidade, Cesinha foi levado de avião para a Capital.

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A operação mobilizou equipes do Samu, do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar. A ambulância recebeu escolta até o aeroporto de Chapecó, onde uma aeronave adaptada aguardava para realizar o transporte.

Durante a internação, a história de Cesinha mobilizou moradores de Chapecó e de outras cidades catarinenses. Familiares e amigos organizaram campanhas de doação, correntes de oração e manifestações de apoio ao menino.

A confirmação da morte provocou comoção nas redes sociais. Amigos, familiares e moradores publicaram mensagens de despedida e solidariedade aos pais.

Até a publicação desta reportagem, as informações sobre o velório e o sepultamento ainda não haviam sido divulgadas pela família.

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