O que os policiais procuravam era um homem desaparecido. O que encontraram, na tarde deste sábado (25), foi uma cova aberta na região central de Pinhalzinho, no Oeste catarinense, com o corpo de Valdir Bazanella, de 75 anos, enterrado nos fundos de uma residência. A identidade foi confirmada pelo delegado Éder Matte.
Valdir estava desaparecido desde a última quinta-feira (23). O registro na Polícia Civil deu início a uma sequência de diligências conduzidas pela Delegacia de Polícia de Fronteira de Pinhalzinho, com apoio da Operação Brasil Contra o Crime Organizado, e foi essa apuração que levou as equipes até o endereço onde o idoso mantinha inquilinos.
Discussão por aluguel
Nos primeiros levantamentos, os investigadores reconstruíram os últimos passos dele. O idoso havia sido visto pela última vez depois de um desentendimento com dois inquilinos, uma discussão motivada por questões ligadas ao contrato de locação e ao pagamento do aluguel. A partir daí, ninguém mais teve contato com Valdir.
A informação apontou a direção das buscas. As equipes foram até a residência onde os investigados moravam e passaram a vistoriar o terreno. Foi nos fundos do imóvel que localizaram o corpo enterrado.
Presos em flagrante
Logo no primeiro exame do local, os indícios de violência apareceram. As mãos e os pés da vítima estavam amarrados, e havia um fio enrolado no pescoço. Conforme a Polícia Civil, a condição em que o corpo foi encontrado evidencia a violência empregada no crime e indica que a morte não foi resultado de um confronto momentâneo.
Logo depois da descoberta do cadáver, as equipes partiram para a localização dos dois suspeitos. Segundo a polícia, um deles tentou fugir e desobedeceu às ordens durante a abordagem, mas foi contido no local. Os dois foram presos em flagrante e são apontados como responsáveis pelo homicídio.
A cronologia é curta e brutal
O desentendimento por aluguel na quinta-feira, o desaparecimento no mesmo dia, o registro da ocorrência, as diligências ininterruptas e, na tarde de sábado, a cova no centro da cidade e a prisão dos dois inquilinos.
A Polícia Civil destacou que o caso foi esclarecido em menos de 48 horas, resultado do trabalho contínuo das equipes desde o momento em que o desaparecimento foi comunicado. Em ocorrências de ocultação de cadáver, o tempo é decisivo: cada hora sem localizar o corpo reduz a chance de preservar vestígios e de reconstituir a dinâmica dos fatos.
A relação entre vítima e suspeitos é o ponto que dá contorno ao caso. Não se trata de crime entre desconhecidos, e sim de uma disputa doméstica por dinheiro de aluguel entre proprietário e inquilinos, o tipo de atrito cotidiano que raramente termina em morte violenta.
O inquérito policial segue em andamento. A Polícia Civil trabalha agora para esclarecer a dinâmica exata do homicídio, o grau de participação de cada um dos presos e o intervalo entre a discussão e a morte de Valdir Bazanella.
Os dois permanecem presos à disposição da Justiça enquanto a investigação é concluída.






















