Um homem que conduzia um veículo autopropelido por pouco não atropelou uma mulher que saía de um estabelecimento comercial na Rua General Osório, no bairro Velha, em Blumenau. O caso aconteceu por volta das 12h desta quarta-feira (10) e foi registrado por uma câmera de monitoramento.
As imagens mostram o momento em que a mulher sai do estabelecimento e dá apenas dois passos pela calçada. Em seguida, ao perceber a aproximação do veículo, ela para por reflexo. Segundos depois, o condutor passa em sua frente pela própria calçada e, por muito pouco, não a atropela.
Além da situação de risco, as imagens também mostram que o homem conduzia o veículo utilizando fones de ouvido, prática proibida pela legislação de trânsito para condutores de veículos autopropelidos.
A situação reforça o alerta sobre o uso irregular desses equipamentos em Blumenau. Desde dezembro de 2025, o município possui legislação específica para regulamentar a circulação de ciclomotores, bicicletas elétricas e veículos autopropelidos. Pelas regras, esses veículos devem circular preferencialmente em ciclovias, ciclofaixas ou calçadas compartilhadas. Quando não houver essas estruturas, a circulação deve ocorrer pelo acostamento ou pela faixa da direita da via, sempre no mesmo sentido do trânsito. A legislação também proíbe trafegar na contramão e utilizar celular ou fones de ouvido durante a condução.
O caso de Jaraguá do Sul
O episódio de Blumenau não é isolado. No dia 31 de maio, em Jaraguá do Sul, uma advogada foi atropelada na calçada por um veículo elétrico semelhante. Imagens de câmeras de segurança mostram que a mulher havia dado apenas alguns passos ao sair de um prédio quando foi atingida pelo veículo, conduzido por um adolescente de 15 anos. Apesar da queda, ela sofreu apenas ferimentos leves.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e voltou a levantar discussões sobre os riscos da circulação irregular desses veículos em áreas destinadas aos pedestres.
A revolta de quem anda a pé
Os dois casos juntos escancaram um sentimento que se espalha entre moradores da região: o de que a calçada deixou de ser um espaço seguro para o pedestre. Nas redes sociais, o relato se repete. “O pedestre agora precisa cuidar quando anda na própria calçada”, desabafou uma seguidora. Outra contou que também quase foi atropelada ao sair de casa e resumiu a sensação: “A calçada virou pista de motos”.
Há ainda quem cobre fiscalização efetiva e critique a sensação de que as regras existem apenas no papel. Para muitos, a leitura é a mesma: enquanto a fiscalização não chega, é o pedestre que paga a conta da imprudência alheia.
Até o momento, não havia informação sobre autuação dos condutores envolvidos nos dois episódios. O debate sobre a circulação de veículos elétricos em áreas de pedestres segue em aberto na região.























