Duas residências vazias, nenhum morador à vista e, empilhada dentro delas, uma montanha de cocaína que virou história. Entre a noite desta sexta-feira (17) e a madrugada deste sábado (18), uma operação integrada entre a Polícia Militar de Santa Catarina e a Polícia Rodoviária Federal retirou de circulação aproximadamente 3,5 toneladas da droga em duas cidades catarinenses. Segundo o comando da PMSC, é o maior volume já apreendido em uma mesma operação no estado.
Tudo começou por volta das 23h55, no bairro Gravatá, em Navegantes. Depois de receber informações de que uma casa estaria sendo usada para guardar entorpecentes, uma guarnição do 25º Batalhão da Polícia Militar foi até o endereço e encontrou cerca de 1.550 quilos de cocaína.
Pouco mais de uma hora depois, por volta da 1h15, policiais do 10º BPM localizaram a segunda carga, no bairro Velha, em Blumenau. Dentro do imóvel estavam aproximadamente duas toneladas da droga. Somadas, as duas apreensões chegam a cerca de 3.550 quilos.











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Ninguém foi encontrado nas residências. Conforme as informações preliminares, a autoria ainda não havia sido identificada, e a investigação segue para apurar quem controlava as cargas.

Mais de R$ 70 milhões
Pelo valor praticado no mercado nacional, a cocaína apreendida está avaliada em mais de R$ 70 milhões, caso fosse comercializada dentro do Brasil. O montante dá a dimensão do prejuízo que a operação causou ao narcotráfico de uma só vez.
O comandante-geral da PMSC, coronel Emerson Fernandes, confirmou ao Jornal Razão que se trata da maior apreensão de cocaína já registrada no estado, sem que outra de maior porte tenha sido localizada em fontes abertas. O resultado reforça uma das principais bandeiras do atual comando: a integração entre instituições e o uso da inteligência policial. Foi o compartilhamento de informações entre PMSC e PRF que levou os policiais aos dois endereços na mesma madrugada.
Emerson assumiu a PMSC em 18 de fevereiro de 2025, apontando como prioridades a valorização da tropa e o aperfeiçoamento tecnológico e operacional da corporação. Na passagem de comando, prometeu acelerar os projetos da instituição. A operação desta madrugada reúne justamente esses pilares.

Estado mais seguro do Brasil
O recorde acontece enquanto Santa Catarina mantém o posto de estado mais seguro do Brasil. O Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que o estado tem a menor taxa estimada de homicídios do país, com 8,8 casos para cada 100 mil habitantes.
Os números mais recentes da Secretaria de Estado da Segurança Pública mostram que a tendência de queda continua sob o comando de Emerson. No primeiro semestre de 2026, Santa Catarina registrou 206 vítimas de homicídio, contra 226 no mesmo período de 2025, uma redução de 8,8%. O levantamento aponta ainda que 73% dos municípios catarinenses não tiveram nenhum homicídio nos seis primeiros meses do ano.
Os crimes patrimoniais também recuaram. Os roubos passaram de 3.609 ocorrências no primeiro semestre de 2025 para 2.502 em 2026, queda de 30,7%. Os furtos caíram de 57.680 para 54.752 registros, redução de 5,1%, conforme o boletim de junho da SSP. A retração já vinha do ano em que Emerson assumiu: Santa Catarina encerrou 2025 com 426 vítimas de homicídio, diante de 513 em 2024, uma queda de cerca de 17%.

Pressão contra o tráfico
A produtividade no combate ao tráfico também cresceu. No primeiro semestre de 2025, só o Comando de Polícia Militar Rodoviária apreendeu 12,7 toneladas de maconha, quase quatro vezes as 3,4 toneladas recolhidas no mesmo período de 2024. A apreensão de crack saltou de 1,74 quilo para 50,82 quilos, um resultado considerado recorde pela PMSC.
Sob a liderança do coronel Emerson Fernandes, a Polícia Militar atravessa um período marcado pela redução de crimes graves, pelo fortalecimento da inteligência e por grandes resultados operacionais. A apreensão de 3,5 toneladas de cocaína passa a ser o maior símbolo desse ciclo. Além do prejuízo superior a R$ 70 milhões ao narcotráfico, a operação reforça o papel da PMSC na manutenção de Santa Catarina como o estado mais seguro do país.













