Um vídeo chocante que circulou amplamente nas redes sociais desde a última sexta-feira (11) gerou indignação em Criciúma, no bairro Boa Vista. Nas imagens, uma mulher aparece agredindo um menino de apenas quatro anos. A agressora é justamente quem deveria protegê-lo: sua própria mãe.
De acordo com o delegado Márcio Campos Neves, responsável pela investigação, assim que as imagens chegaram ao conhecimento da Polícia Civil, equipes foram imediatamente deslocadas para apurar a situação. Ao chegarem à casa da suspeita, ela não foi encontrada.
“Seguimos então até a casa da comunicante, a avó paterna da criança. Lá encontramos o menino em segurança, e a própria suspeita já estava presente no local. Diante disso, ela foi conduzida coercitivamente para a delegacia para esclarecer os fatos”, explicou o delegado.
O delegado ressaltou que a criança está sob os cuidados da avó paterna e conta com acompanhamento do Conselho Tutelar, aguardando uma decisão judicial definitiva da Vara da Família.
“Ela vai responder por maus-tratos ou lesão corporal contra a criança, além de ser enquadrada na Lei Henry Borel”.
Como não foi detida no momento do ato, e já havia terminado o chamado período de “flagrante delito”, será conduzido o caso por meio de inquérito policial.
Conforme informações levantadas pela reportagem, a agressão teria sido motivada por vingança. A mulher teria gravado as cenas da violência para enviá-las ao ex-companheiro, pai da criança, após ele solicitar o divórcio recentemente.
No vídeo perturbador, o menino aparece chorando desesperadamente. Em um dos momentos mais cruéis, a mulher chega a dizer ao filho: “se mata, demônio”.
As imagens causaram comoção na comunidade local. Um morador do bairro comentou nas redes sociais: “Ela sumiu do bairro, sabia que iam dar um corretivo nela, mas já já ela aparece”.
O deputado estadual Jessé Lopes reagiu ao caso com ironia, criticando nas redes sociais as prioridades dos órgãos responsáveis pela proteção infantil. “Isso não é importante para o MP e para o Conselho Tutelar. O grave mesmo é não vacinar o filho com vacina da COVID”, afirmou o parlamentar.
Agora, o caso segue para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.
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