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Mãe quase arrancou a cabeça da filha de 2 anos em SC, revela delegado: “não podemos crucificar”

Mãe que matou menina de 2 aninhos em Santa Catarina estava em possível surto psicótico, afirma Delegado. Ela afirma não se lembrar de nada e passará por exames de sanidade mental.

Mãe quase arrancou a cabeça da filha de 2 anos em SC, revela delegado: “não podemos crucificar”
Foto: Reprodução
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A morte brutal da pequena Vitória de Borba Felisberto, de apenas 2 anos, chocou Santa Catarina e expôs um cenário de desespero, dor e dúvidas. A criança foi encontrada morta em cima da mesa da cozinha da casa onde vivia com a família, em Balneário Gaivota, no Extremo Sul do estado. A mãe, Vanessa Oliveira de Borba, foi presa em flagrante por homicídio doloso.

Segundo apuração do Jornal Razão, o caso é tratado como um possível episódio de surto psicótico grave. O delegado Jorge Giraldi, responsável pela investigação, revelou que a cena era “horrível até para policiais experientes”. A vítima sofreu um corte profundo no pescoço, que por pouco não causou a decapitação.

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“Foi um corte muito profundo, uma situação que nos abalou muito. Aquela criança estava em cima da mesa, com o pescoço praticamente esgorjado. A mãe simplesmente não sabe o que aconteceu”, declarou o delegado Jorge Giraldi.

“Não lembra de nada”

Durante o depoimento, a mãe relatou que preparou a comida para Vitória, serviu o prato, e em seguida foi alimentar a filha mais velha, uma jovem com deficiência intelectual de aproximadamente 20 anos. Ambas estavam sozinhas na cozinha no momento do crime. A mãe afirmou que não se recorda de absolutamente nada após esse ponto.

“Ela gritou, chamou o marido e ele perguntou: ‘O que você fez?’. Ela disse: ‘Não sei’”, contou o delegado Giraldi.

Uma psicóloga da Delegacia da Mulher foi chamada e permaneceu por mais de uma hora com a suspeita, mas a mulher continuou sem apresentar qualquer lembrança clara do crime.

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Filhos e marido em choque

O impacto emocional foi devastador. O filho mais velho da família teria socado um espelho de tanto desespero, causando ferimentos graves na mão. O pai teria tentado tirar a própria vida.

Histórico de depressão sem tratamento

Ainda segundo a investigação, familiares informaram que a mãe teria sido diagnosticada com depressão há muitos anos, mas nunca buscou tratamento adequado, nem faz uso de medicação controlada. A Polícia Civil confirmou que não há registros de acompanhamento psiquiátrico ou atendimento recente em unidades de saúde mental da região.

“Ela não apresenta histórico médico recente, nem fazia uso de medicamentos. Não havia drogas, mensagens suspeitas no celular que indicassem alguma seita, nada do tipo. Só nos resta uma possibilidade: ela não estava em sã consciência”, afirmou Giraldi.

Exame de sanidade mental

Com base nas evidências, a Polícia Civil determinou a realização de um exame de sanidade mental para apurar se, no momento do crime, Vanessa tinha plena consciência de seus atos.

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“Não podemos crucificar essa mãe agora. Vamos deixar que a Justiça e os especialistas falem. Mas tudo indica um episódio psicótico grave”, concluiu o delegado Jorge Giraldi.

O caso segue sob investigação. A mulher está presa e será avaliada por peritos psiquiátricos. A família está abalada e a comunidade de Balneário Gaivota permanece em choque diante da barbárie.

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