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Mãe matou a filha e escondeu o corpo entre brinquedos em SC, diz a polícia; ela está foragida desde 2014

Condenada por asfixiar a própria filha de 7 anos e esconder o corpo em Tubarão, no Sul de SC, Silvana Seidler saiu andando da delegacia em 2014 e nunca mais foi vista. Foto: Divulgação / Agência Brasil

Mãe matou a filha e escondeu o corpo entre brinquedos em SC, diz a polícia; ela está foragida desde 2014
Foto: Reprodução
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Ela prestava esclarecimentos sobre o sumiço da própria filha quando, antes do fim do depoimento, se levantou e saiu andando pela porta da delegacia de Tubarão, no Sul de Santa Catarina. Isso foi em dezembro de 2014. Silvana Seidler nunca mais foi vista.

Mais de uma década depois, ela segue sendo a única mulher na lista dos 15 criminosos mais procurados da Polícia Civil de Santa Catarina. Silvana foi condenada por matar a própria filha, de 7 anos, e por ocultar o corpo da menina. O nome dela também consta na lista da Interpol.

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Natural de Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul, Silvana tinha 48 anos quando desapareceu. A origem gaúcha entra aqui porque a fuga cruzou o caso de uma foragida internacional, não como detalhe gratuito.

O crime

Na tarde do dia 22 de dezembro de 2014, o pai de Carol, separado de Silvana, foi até a polícia registrar o desaparecimento da menina. Durante as buscas, os agentes foram abordados por um conhecido de Silvana, que contou que ela teria dito ter feito “uma coisa errada”.

Os policiais conduziram a mãe até a delegacia. Aos agentes, Silvana afirmou que estava dormindo em casa e que, ao acordar no fim da tarde, percebeu que a filha não estava mais lá. Foi a última versão que deu antes de deixar o local e sumir.

Naquela mesma noite, o corpo de Carol Seidler Calegari foi encontrado. A menina estava em um quarto nos fundos da casa da família, coberta por roupas e cercada de brinquedos.

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O que a investigação concluiu

Um dia depois do sumiço da mãe e da localização do corpo, a Polícia Civil informou que não havia histórico de violência na residência. Para os investigadores, Silvana foi a única responsável pela morte da própria filha.

Segundo a Polícia Civil, a menina foi asfixiada por esganadura, com o agravante de meio cruel, e o corpo foi escondido no cômodo dos fundos. A conclusão do inquérito foi embasada em laudos de perícia, depoimentos, medidas sigilosas de investigação e provas reunidas ao longo da apuração.

Foragida há mais de dez anos

Além de ser a única mulher na lista de procurados da Polícia Civil catarinense, Silvana é uma das nove brasileiras com o nome na lista da Organização Internacional de Polícia Criminal, a Interpol.

No Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões, o BNMP, há um mandado de prisão preventiva em aberto contra ela desde 9 de novembro de 2022. O documento foi expedido pelo Juizado Especial Criminal e de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Tubarão.

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O processo corre em segredo de Justiça e apura os crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Mais de dez anos após deixar a delegacia andando, o paradeiro de Silvana Seidler segue desconhecido.

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