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Macaco-prego é resgatado de sacada em Itapema e apreendido após suspeita de documentação falsa

Conforme o GOR, o primata foi resgatado de uma sacada com risco de queda em Itapema e apreendido dias depois, após análise apontar indícios de falsificação na documentação. Os responsáveis responderão criminalmente pela Lei de Crimes Ambientais.

Macaco-prego é resgatado de sacada em Itapema e apreendido após suspeita de documentação falsa
Foto: Reprodução
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O que era para ser um resgate de rotina virou caso de crime ambiental em Itapema. Um primata apareceu na sacada de um apartamento, exposto e com risco de queda, e o pedido de socorro acabou puxando um fio que os donos não esperavam: a documentação do animal levantou suspeita de falsificação.

O Grupo de Operações e Resgate, o GOR, foi acionado junto com o Corpo de Bombeiros Militar para atender a ocorrência num prédio da cidade. O animal, um macaco silvestre, estava na parte externa do apartamento, em local de difícil acesso e sob risco de cair de altura. As equipes conseguiram chegar até o ponto e retirar o primata com segurança, sem ferimentos.

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Durante o atendimento, além do resgate, os responsáveis foram questionados sobre a origem do animal. A documentação apresentada foi recolhida e encaminhada para análise técnica, feita por biólogos e órgãos parceiros, para verificar se a posse do primata era regular.

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Documento sob suspeita

A análise preliminar mudou o rumo do caso. Segundo o GOR, foram identificados indícios de falsificação nos documentos apresentados pelos donos, o que descaracterizaria a legalidade da posse e abriria caminho para as medidas legais.

Diante da suspeita, uma nova ação foi realizada dias depois. O GOR, em conjunto com o IMA e a FAACI, deslocou-se até o novo endereço dos responsáveis pelo primata e apreendeu o animal para os procedimentos cabíveis, garantindo que ele seja encaminhado para avaliação e cuidado adequados.

O que diz a lei

Os responsáveis responderão aos procedimentos administrativos e também criminalmente, conforme prevê a Lei de Crimes Ambientais. O GOR reforça que a compra, a venda e a manutenção irregular de animais silvestres são crimes e podem resultar em multas e até pena de reclusão.

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O grupo alerta ainda que qualquer pessoa deve verificar a procedência e a documentação de animais silvestres junto aos órgãos oficiais antes de mantê-los. Proteger a fauna, segundo a entidade, é dever de todos. O caso segue agora para as etapas administrativa e criminal previstas na legislação.

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