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“Eterno Enzo”: jovem desaparece no trapiche e corpo é localizado horas depois em Joinville

Corpo de Enzo foi localizado por volta das 9h30 deste domingo (19), debaixo do trapiche do cais flutuante do bairro Espinheiros, em Joinville, após mais de duas horas de buscas. Um amigo que estava com ele relata que foi arrastado pela correnteza no momento em que uma embarcação passava pelo local.

Jovem identificado como Enzo ao lado de bombeiros voluntários durante buscas no trapiche do cais do Espinheiros, em Joinville.
Foto: Reprodução
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O jovem identificado como Enzo morreu afogado na manhã deste domingo (19) no trapiche do cais flutuante do bairro Espinheiros, em Joinville, no Norte de Santa Catarina.

O corpo foi localizado por volta das 9h30, debaixo da estrutura, após mais de duas horas de buscas.

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O que sabemos até agora

  • Enzo desapareceu no trapiche do cais flutuante do Espinheiros, em Joinville, neste domingo (19)
  • As buscas começaram por volta das 7h da manhã
  • O corpo foi localizado às 9h30, debaixo do trapiche
  • Os pais estão no hospital; a mãe teria passado mal ainda no sábado
  • O cais do Espinheiros ainda não foi oficialmente inaugurado

O relato de quem estava junto

Um amigo que estava no trapiche no momento do desaparecimento contou detalhes que podem ajudar a esclarecer o que aconteceu, segundo publicou a página Joinville News Oficial.

Conforme o relato, Enzo estava de frente para o trapiche quando uma embarcação, conhecida como Príncipe, passou pelo local. Nesse instante, teria se formado uma correnteza forte, no sentido da direita para a esquerda.

Ainda segundo o amigo, o jovem teria pulado para o lado direito, em direção contrária ao fluxo da água, e foi rapidamente arrastado pela força da correnteza, somada às ondas provocadas pela passagem do barco.

Duas hipóteses eram consideradas por quem acompanhava a situação no local: a primeira era de que Enzo tivesse sido levado para debaixo do trapiche; a segunda, de que tivesse sido arrastado pela correnteza para uma área mais distante. O corpo acabou sendo localizado debaixo da estrutura.

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ASSISTA AO VÍDEO

Cais ainda não foi inaugurado

A tragédia ocorreu em uma estrutura que ainda não tem inauguração oficial. O novo Cais Flutuante do Espinheiros faz parte do projeto Porta do Mar e recebeu investimento de aproximadamente R$ 6,1 milhões.

Em reportagem publicada há seis dias, no dia 13 de abril, o portal ND Mais mostrou que o local já vinha sendo frequentado por moradores e turistas, mesmo com placas de restrição, limite máximo de 50 pessoas por módulo flutuante e aviso expresso de que não há guarda-vidas.

Em nota enviada ao ND Mais, a Prefeitura de Joinville, por meio da Seinfra (Secretaria de Infraestrutura Urbana), informou que a obra ainda estava em andamento e que o acesso ao local não era permitido. Segundo o município, após registros de entrada irregular, foram feitos reforços nas estruturas de isolamento em março, mas o tapume instalado na entrada da passarela foi danificado no último fim de semana, o que facilitou o acesso indevido.

O cais do Espinheiros fica diante da Lagoa do Saguaçu, braço da Baía da Babitonga, onde a combinação de maré, correnteza e passagem de embarcações forma movimentações de água de difícil leitura para quem não é nadador experiente. Em março, um homem morreu afogado após se lançar de um trapiche no litoral catarinense, também em trecho sem monitoramento de guarda-vidas.

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Família no hospital

Ainda conforme a Joinville News Oficial, os pais de Enzo estavam no hospital na manhã deste domingo. A mãe teria passado mal ainda no sábado (18). Até o momento, não havia detalhes atualizados sobre o estado de saúde da família.

O caso engrossa a série de afogamentos registrados no Norte catarinense. O Jornal Razão já mostrou como ocorrências com vítimas jovens se multiplicaram na região nos últimos meses. Dados do Samu apontam que Santa Catarina registrou aumento de 36,6% nas ocorrências de afogamento no último verão, com o Norte do estado aparecendo entre as três regiões com mais casos.

Até a última atualização, o caso seguia em apuração. As circunstâncias do afogamento devem ser esclarecidas pelas autoridades competentes.

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