Um jovem denunciou ter sido vítima de agressão verbal e física motivada por suposta homofobia no Centro de Blumenau, no Vale do Itajaí, em Santa Catarina. O caso ocorreu por volta do meio dia, na Rua 7 de Setembro, uma das vias mais movimentadas da cidade, e já está sob apuração da Polícia Civil.
De acordo com o relato da vítima, que não quis se identificar por medo de represálias, a situação começou com xingamentos e ofensas homofóbicas enquanto ele caminhava pela região central. Em meio às provocações, o agressor teria avançado o tom e partido para a intimidação direta, chamando o jovem para briga em plena via pública.
Ao perceber que a situação poderia sair do controle, o jovem decidiu pegar o celular e começar a gravar. As imagens mostram o agressor tentando desferir um tapa, que atingiu a região do queixo, além de uma tentativa de chute, segundo o depoimento prestado à polícia. Todo o episódio foi registrado em vídeo.
Após a agressão, a vítima deixou o local por medo de que o homem estivesse armado ou utilizasse algum objeto para feri lo. Em depoimento, o jovem relatou que agiu por instinto. Disse que ficou com medo e que sua única reação naquele momento foi usar o celular para registrar o que estava acontecendo.
Uma testemunha presencial acompanhou a cena e deverá colaborar com as investigações. O jovem informou ainda que retornará à delegacia nos próximos dias para apresentar oficialmente o vídeo e outras provas, o que permitirá o avanço do inquérito e a definição da tipificação do crime, incluindo a possível caracterização de motivação homofóbica.
“Isso nunca tinha acontecido comigo. Estou meio sem saber o que fazer, mas acredito que a repercussão é importante para que situações assim não fiquem impunes”, afirmou a vítima.
O jovem autorizou a divulgação do caso, desde que sua identidade fosse preservada. O episódio reacende o alerta sobre violência motivada por preconceito em espaços públicos, especialmente em áreas centrais e de grande circulação, e reforça a importância da denúncia para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.
A Polícia Civil de Santa Catarina segue investigando o caso.
























