Uma jovem de 19 anos, identificada como Ariane de Oliveira Maria, moradora de São José, na Grande Florianópolis, morreu após passar mal no local de trabalho. O caso ocorreu nesta semana e está sendo relatado pelos familiares como uma sequência de falhas no atendimento de emergência.
Segundo a família, na segunda-feira, foram feitas mais de uma ligação para o SAMU pedindo socorro. De acordo com os relatos, os atendentes teriam informado que a ambulância só se deslocaria se a jovem estivesse em estado gravíssimo. Diante da demora, familiares decidiram agir por conta própria.
“Foi tudo muito rápido. Eu fui com meu esposo de carro socorrer ela e infelizmente ela morreu. Depois descobrimos que ela estava grávida e nós não sabíamos”, relatou a sogra.
Ainda conforme a família, não haviam se passado 24 horas quando ocorreu o rompimento das trompas, provocado por uma gravidez ectópica, considerada rara. Ariane teria desmaiado logo após o rompimento, sofrendo queda de pressão e uma hemorragia interna severa.
“Quantas pessoas vão precisar morrer? Quando ligamos, são muitas perguntas. O mais difícil foi ter que enterrar minha nora”, desabafou a sogra.
Após o desmaio, Ariane foi levada para uma UPA, onde passou por exames. No entanto, segundo os familiares, ela entrou em parada cardíaca durante o atendimento. A jovem foi então transferida para um hospital, onde a equipe médica realizou todos os procedimentos possíveis, mas ela não resistiu.
A família afirma que os médicos confirmaram se tratar de um tipo raro de gravidez, que evoluiu rapidamente para um quadro irreversível.
O caso gerou comoção entre amigos e parentes e levanta questionamentos sobre o tempo de resposta no atendimento de urgência. Até o momento, não há informações oficiais sobre eventual apuração por parte dos órgãos responsáveis.
A reportagem segue acompanhando o caso.






















