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Influenciadora denuncia agressões em SC, expõe vídeos fortes e diz temer ser morta após agressor ser solto

De acordo com Rau, a violência não foi um fato isolado. Em publicações feitas na terça feira, dia 6, ela também divulgou registros de uma agressão ocorrida cerca de três meses antes, ainda dentro de casa, em Canoas. Segundo o relato, os episódios se repetiam e envolviam agressões físicas e violência psicológica.

Influenciadora denuncia agressões em SC, expõe vídeos fortes e diz temer ser morta após agressor ser solto
Foto: Reprodução
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O relato da influenciadora digital Rau Botelho, estudante de biomedicina e moradora de Canoas, no Rio Grande do Sul, ganhou nova repercussão após a divulgação de episódios recentes de violência doméstica. Desta vez, segundo a própria jovem, as agressões teriam ocorrido durante uma viagem a Santa Catarina, no último fim de semana, poucos dias depois de ela já ter procurado ajuda policial por situações anteriores.

Com mais de 180 mil seguidores nas redes sociais, Rau decidiu tornar públicos vídeos e imagens que, conforme relatou, mostram momentos de agressão física cometidos pelo então companheiro. Nas gravações, a influenciadora aparece tentando se desvencilhar enquanto é contida pelo homem, primeiro em um quarto e depois em um sofá. Ela afirma que passou a registrar as situações por medo de que algo mais grave pudesse acontecer.

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De acordo com Rau, a violência não foi um fato isolado. Em publicações feitas na terça feira, dia 6, ela também divulgou registros de uma agressão ocorrida cerca de três meses antes, ainda dentro de casa, em Canoas. Segundo o relato, os episódios se repetiam e envolviam agressões físicas e violência psicológica. A jovem afirma que esse histórico foi decisivo para reunir provas e buscar proteção legal.

Após o caso mais recente, ocorrido em Santa Catarina, o agressor chegou a ser preso. No entanto, segundo a influenciadora, ele passou por audiência de custódia e acabou sendo colocado em liberdade pouco tempo depois. A soltura aumentou o sentimento de insegurança da vítima, que afirma viver com medo desde então. Em uma das manifestações públicas, ela declarou que não se sente segura com ele em liberdade.

Rau informou que conseguiu uma Medida Protetiva de Urgência, prevista em lei para afastar o agressor e garantir a segurança da vítima. Mesmo assim, ela relata que o receio permanece, especialmente após a liberação do homem. Segundo a jovem, durante os últimos meses ela chegou a morar com ele, o que teria contribuído para a escalada da violência.

Além de relatar as agressões, a influenciadora também disse estar enfrentando julgamentos nas redes sociais. Em vídeos publicados, ela afirmou estar sendo criticada pela aparência e até pela forma de falar. Segundo o próprio relato, ela estava sob efeito de medicação controlada nos dias seguintes às agressões.

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Rau também rebateu comentários que sugeriam que ela estaria se aproveitando da situação para ganhar visibilidade. Segundo a influenciadora, a decisão de tornar o caso público só ocorreu depois de procurar a polícia. Ela afirmou que não teria se exposto se não houvesse passado por episódios reais de violência e que o registro da ocorrência foi feito logo após o episódio mais grave.

A Polícia Civil informou que o caso está sob investigação. As imagens divulgadas e os depoimentos da vítima devem ser analisados para esclarecer a dinâmica das agressões e verificar eventuais descumprimentos da medida protetiva. Há ainda a possibilidade de que a apuração seja conduzida pela Delegacia da Mulher de Canoas, onde a vítima reside.

Segundo a jovem, parte do material divulgado será anexado ao inquérito policial, juntamente com exames periciais, como o de corpo de delito, para comprovar que as agressões vinham ocorrendo há meses. Ela afirma que decidiu falar publicamente por acreditar que o silêncio poderia colocá-la em risco.

O caso reacende o debate sobre violência doméstica, reincidência e a efetividade das medidas de proteção. Especialistas apontam que a divulgação de relatos como esse, quando feita com responsabilidade, pode incentivar outras vítimas a buscar ajuda e denunciar situações de abuso.

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A investigação segue em andamento. Até o momento, não houve manifestação pública da defesa do homem citado no caso. O espaço permanece aberto para posicionamentos das partes envolvidas.

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