No município de Xaxim, em Santa Catarina, um caso de fraude digital ganhou as manchetes após uma idosa de 88 anos ser vítima de um esquema de furto via Pix. A senhora, cuja confiança foi abusada, sofreu um prejuízo significativo de R$ 27 mil, retirados diretamente de sua conta bancária durante o mês de março de 2023.
Alarmada com a inesperada diminuição de seu saldo bancário, a vítima decidiu mover uma ação contra o banco, sustentando que não realizou as transações. O banco, por sua vez, sustentou que as operações foram realizadas com o uso da senha pessoal da idosa, indicando uma possível violação de sua privacidade e segurança.
A investigação, conduzida pela Polícia Civil de Xaxim, revelou um desdobramento surpreendente: os principais beneficiários das transferências indevidas eram familiares próximos da idosa, mais especificamente seu neto de 30 anos e a sogra deste, de 59 anos.
Diante das evidências, a polícia articulou que os suspeitos, possivelmente se aproveitando da proximidade e do acesso à senha da idosa, realizaram as transferências sem seu consentimento. Embora inicialmente os acusados tenham atribuído o delito a ações de hackers, optaram por devolver a quantia à idosa, em um gesto que a polícia interpretou como arrependimento posterior.
Contudo, esse ato de reparação não os eximiu das consequências legais. Ambos foram indiciados por furto qualificado, um crime que considera o abuso de confiança e a participação de mais de uma pessoa, e que pode resultar em uma pena de dois a oito anos de reclusão. O caso agora está nas mãos do Ministério Público, que dará prosseguimento às ações judiciais.
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