Ele riu de um policial que quase morreu cumprindo o dever. Em um comentário no perfil do Jornal Razão, o homem escreveu:
“Bem feito que tem um de vocês em coma usando fralda kkkk.”
O alvo da zombaria era o soldado Jeferson Luiz Esmeraldino, baleado com um tiro de fuzil durante o assalto ao Banco do Brasil em Criciúma, em 2020. Desde então, o militar vive acamado, símbolo de sacrifício e lealdade à farda.
O comentário foi publicado em uma reportagem do JR sobre um confronto recente em Palhoça, onde dois criminosos foram mortos em ação do Tático do 16º BPM.
A frase provocou indignação entre policiais e leitores. O sargento Diego Maciel, da Polícia Militar, respondeu ao ataque, marcou o 9º Batalhão de Criciúma e registrou prints da publicação.
“Vai ter que ser homem agora e bancar as consequências”, escreveu o sargento.
A inteligência do BOPE da Polícia Militar de Santa Catarina acompanhou o caso e identificou o autor: Juliano Almeida Silveira, natural do Rio Grande do Sul. Ao investigar o nome, os PMs descobriram que ele era foragido da Justiça, com dois mandados de prisão em aberto e suspeita de integrar uma facção criminosa atuante na Região Sul.
Com o apoio do BOPE da Brigada Militar do RS, Juliano foi localizado e preso.
O episódio também fica de exemplo: as redes sociais do Jornal Razão são monitoradas de perto pelas forças de segurança, que tratam ataques, ofensas e ameaças contra policiais e contra a própria redação do veículo como assuntos de interesse público e de segurança institucional.
A PMSC reforçou que “a liberdade de expressão não pode ser confundida com o direito de ofender aqueles que colocaram a vida em risco em defesa da sociedade”.
Enquanto o soldado Esmeraldino segue lutando pela vida, o homem que zombou de sua dor agora responde à Justiçae serve como exemplo de que não existe impunidade.























