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Acusado de matar grávida com tiro nas costas, na frente da filha, vai a júri popular em SC

A filha do casal estaria nos braços do autor no momento dos tiros

Acusado de matar grávida com tiro nas costas, na frente da filha, vai a júri popular em SC
Foto: Reprodução
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Um homem acusado de matar a companheira grávida e tentar executar um amigo enfrenta julgamento desde as 9h desta segunda-feira (30), no Fórum de Concórdia, no Oeste de Santa Catarina.

O crime ocorreu em 16 de junho de 2024, no bairro Petrópolis. A vítima, Bruna Moreno, de 20 anos, estava com sete meses de gestação e segurava a filha do casal, de apenas sete meses de idade, quando levou dois tiros – um no pescoço e outro nas costas.

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Segundo a denúncia do Ministério Público, o acusado teria atirado de forma repentina e brutal, deixando a criança nos próprios braços enquanto disparava contra a jovem. Ela morreu no local.

A investigação da Polícia Civil revelou que Bruna chegou a solicitar medida protetiva contra o companheiro cerca de um ano antes do crime. No entanto, a ação judicial foi arquivada após o casal retomar o relacionamento.

Ainda conforme as investigações, logo após o feminicídio, o homem deixou a criança sob os cuidados de familiares e partiu em busca de um antigo amigo de infância. De acordo com o Ministério Público, ele acreditava que a companheira estaria envolvida com esse amigo.

O acusado teria ido até a casa do homem e atirado contra a janela da residência. Minutos depois, ao encontrá-lo na rua, efetuou outro disparo que atingiu a cabeça da vítima. Apesar da gravidade do ferimento, o homem sobreviveu.

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A Polícia Militar prendeu o suspeito em flagrante pouco tempo depois, ainda com a arma utilizada nos crimes.

Agora, ele responde por homicídio triplamente qualificado — por motivo torpe, feminicídio e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima —, tentativa de homicídio duplamente qualificada, disparo de arma de fogo em via pública e porte ilegal de arma.

Durante o júri popular, o Ministério Público busca a condenação máxima, enquanto a defesa tenta desqualificar as acusações com alegações de descontrole emocional e negação de premeditação.

O julgamento, que deve se estender por todo o dia, será decisivo para a definição da pena. A expectativa é de que familiares das vítimas, incluindo parentes de Bruna e do amigo sobrevivente, prestem depoimentos emocionantes.

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A criança, hoje com pouco mais de um ano de idade, está sob os cuidados de parentes maternos. O caso causou comoção em Santa Catarina, principalmente pelo fato de a filha ter testemunhado o assassinato da própria mãe, ainda bebê.

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