Na noite deste sábado (16), a Polícia Militar de Santa Catarina, por meio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), realizou uma operação histórica no combate ao crime organizado. No bairro Brejaru, em Palhoça, a guarnição CATE 0125, com apoio da Agência de Inteligência do BOPE e do 21º BPM, apreendeu 16 granadas, além de carregadores, coldres e outros acessórios de arma de fogo, configurando a maior apreensão desse tipo de artefato explosivo já registrada no estado.
De acordo com a PM, os militares receberam informações de que indivíduos estariam ostentando drogas, armas de fogo e granadas sobre a laje de uma residência na comunidade. Ao chegar ao local, a guarnição foi recebida com sinais de alerta de foguetes, usados para avisar sobre a aproximação da polícia. Dois homens correram em direção ao interior do bairro, mas um deles, identificado como Vitor, foi detido. O outro suspeito, Mateus, conseguiu fugir.
Vitor já era conhecido da polícia por registros em vídeos e imagens ostentando granadas e armas.
Com autorização de familiares, os policiais entraram na residência e encontraram uma mochila contendo 14 granadas embaladas, além de outras duas sobre a laje. No quarto, também foram localizados acessórios de armas, incluindo três carregadores de pistola e dois coldres, além de um celular que será periciado.
O material apreendido foi encaminhado à delegacia, e Vitor foi apresentado à autoridade policial por posse de artefato explosivo e acessórios de arma de fogo.
O trabalho da PMSC ganha ainda mais relevância quando comparado a episódios recentes ocorridos no Rio de Janeiro, onde o uso de granadas em confrontos tem deixado marcas de violência e insegurança.
Casos no Rio de Janeiro
Em junho de 2025, na Rodovia Presidente Dutra, em Nova Iguaçu, agentes da Polícia Rodoviária Federal foram atacados a tiros e com uma granada durante patrulhamento próximo a um ponto de ônibus. O artefato não chegou a explodir, mas a gravidade da situação evidenciou o poder de destruição que poderia ter sido causado. Com apoio da PM, o responsável foi localizado e preso, e o esquadrão antibombas recolheu o explosivo.
Antes, em fevereiro de 2025, um criminoso morreu na comunidade Parque Floresta, em Belford Roxo, após carregar uma granada durante confronto com policiais militares. O artefato foi atingido por um disparo e explodiu, carbonizando o homem e destruindo a motocicleta em que ele estava. A cena repercutiu nas redes sociais e reforçou o risco iminente que esses equipamentos trazem ao cotidiano das comunidades dominadas por facções criminosas.

Prevenção em Santa Catarina
O paralelo entre o Rio de Janeiro e Santa Catarina deixa evidente a importância do trabalho da PMSC. Enquanto no Rio granadas já são usadas rotineiramente em ataques contra policiais, em SC a atuação firme e antecipada da polícia tem evitado que esse cenário se repita.
Com inteligência, rapidez e coragem, o BOPE demonstrou que está preparado para neutralizar ameaças antes que elas atinjam as ruas e coloquem em risco famílias catarinenses. A operação em Palhoça foi mais do que uma apreensão: foi uma mensagem clara de que Santa Catarina não permitirá que se instale aqui a mesma realidade de terror enfrentada por comunidades do Rio de Janeiro.























