Ele achou que tinha levado a melhor. Preso pela Polícia Militar no início de junho, solto pouco depois e ainda tirando onda da própria detenção, Izaque Miranda de Lima voltou às ruas convencido de que estava livre. Não contava que, em menos de um mês, a PMSC bateria de novo à sua porta, desta vez com um mandado de prisão por roubo.
A recaptura aconteceu na tarde desta quinta-feira (25), por volta das 16h20, na Rua Hermenegildo João Zunino, no Centro de São João Batista. Conforme a Polícia Militar de Santa Catarina, uma guarnição da 2ª Companhia do 31º Batalhão fazia patrulhamento pela região quando avistou um homem no portão de uma residência. Ao perceber a presença policial, ele tentou correr, mas foi alcançado e abordado ainda na área externa do imóvel.
Identificado como Izaque Miranda de Lima, o homem passou por revista pessoal, e nada de ilícito foi localizado. A consulta ao nome, porém, apontou um mandado de prisão preventiva em aberto, expedido pela Comarca de São João Batista pelo crime de roubo. Diante da ordem judicial, ele recebeu voz de prisão e foi conduzido ao presídio de Tijucas, à disposição da Justiça.
Como o ciclo começou
A prisão fecha um ciclo que começou meses antes. Izaque havia sido detido em flagrante por roubo de veículo e, em audiência de custódia, foi colocado em liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas a de manter endereço e telefone atualizados perante o juízo. Ele foi expressamente advertido de que descumprir essas condições poderia levar à decretação da prisão.
Foi o que aconteceu. Quando a Justiça tentou localizá-lo para os atos do processo, ele não foi encontrado em nenhum dos endereços vinculados aos autos. As tentativas de intimação fracassaram, e o paradeiro do acusado permaneceu desconhecido. Para o Ministério Público e para a Justiça, a ocultação demonstrou risco concreto à aplicação da lei penal.
No dia 19 de junho, a Justiça decretou a prisão preventiva, sustentando que a conduta evidenciava a insuficiência das medidas mais brandas e que a liberdade do acusado colocava em xeque o cumprimento de uma eventual condenação. A decisão ressaltou ainda que o processo apura roubo praticado mediante violência contra a vítima.
O deboche que durou pouco
Entre uma frente e outra, Izaque chegou a ser preso pela PMSC no início de junho por outro mandado, em razão de crimes de lesão corporal, constrangimento ilegal e ameaça, e foi solto na sequência. Foi nesse intervalo que ele resolveu debochar. Em mensagens enviadas ao próprio Jornal Razão, reclamou da foto publicada, pediu que fosse trocada por uma “mais bonita” e chegou a afirmar que entraria com processo contra o veículo. A bravata durou pouco: com a preventiva por roubo em aberto, a corporação o reencontrou em São João Batista.
Com a recaptura, Izaque Miranda de Lima segue preso à disposição da Justiça.























