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Criminoso de SP é neutralizado com tiros de fuzil durante assalto a joalheria em Joinville

Criminoso entrou fingindo comprar aliança, sacou duas armas e dominou a joalheria, mas foi baleado ao reagir de um dos proprietários; a PM chegou durante a ação e também atirou. Consultas apontaram que o autor era foragido com mandado de prisão em aberto, e a Polícia Científica apura quais disparos causaram a morte.

Criminoso de SP é neutralizado com tiros de fuzil durante assalto a joalheria em Joinville
Foto: Reprodução
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Ele chegou a pé à joalheria, no bairro Costa e Silva, em Joinville, contando que o carro havia quebrado e que queria comprar uma aliança, das mais baratinhas. Disse ainda ter sido indicado por uma conhecida, o que fez a equipe acreditar tratar-se de um cliente e liberar sua entrada. Foi quando abriu o mostruário e, no lugar do dinheiro, sacou duas armas de fogo.

O que parecia um atendimento comum era o início de um assalto planejado, que terminaria com o próprio criminoso morto, uma família inteira reagindo pela sobrevivência e a descoberta de que o homem à sua frente era um foragido da Justiça.

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Já dentro da loja, ele mandou que todos ficassem em silêncio, perguntou insistentemente se havia alguém armado e determinou que deitassem no chão. Em seguida, fez uma ligação para comparsas, avisando que estava tudo dominado e autorizando que entrassem. Segundo os relatos, chegou a afirmar que havia outros quatro homens do lado de fora.

No imóvel estavam a funcionária que o recepcionou, um dos proprietários, a esposa dele e um cliente que negociava uma joia no piso superior. A tensão se instalou quando o autor passou a controlar o grupo, ciente de que reforços estariam a caminho.

A reação

A virada veio de um gesto simples. Enquanto o assaltante se distraía, a esposa do comerciante chamou o cachorro para dentro da sala e conseguiu fechar a porta, deixando o autor do lado de fora e desviando sua atenção por alguns segundos. Foi o suficiente.

Nesse intervalo, o comerciante sacou a própria arma, uma pistola calibre 9 milímetros de posse regular. O criminoso abriu a porta com um chute e os dois ficaram frente a frente. Houve disparos. O assaltante largou as armas e correu para o piso inferior, em direção à casa da frente, perseguido pelo dono da joalheria, que efetuou novos tiros ao encontrá-lo na sala, temendo pela própria vida e pela dos demais diante da possibilidade de outros criminosos entrarem.

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O comerciante relatou não ser a primeira vez que passa por uma situação assim. Em um assalto anterior, chegou a ser atingido por um disparo na região da boca, o que ajuda a explicar a reação imediata diante da nova ameaça.

Chegada da PM

Enquanto isso, uma guarnição da Polícia Militar havia sido acionada pela central de emergência para atender a um roubo em andamento na mesma região. Ao se aproximar do condomínio, os policiais ouviram diversos disparos vindos do interior da primeira residência e se abrigaram atrás de uma caminhonete estacionada em frente à casa.

Pela janela, foi possível visualizar dois homens. Ao tentar a abordagem, um deles gritou que era o dono da casa, enquanto o outro, identificado como o autor do roubo, fez um movimento brusco em direção à cintura. Diante da reação, um soldado efetuou cinco disparos com fuzil calibre 5,56 milímetros para conter a ameaça.

Na sequência, os militares entraram na residência. O comerciante foi abordado ainda com a pistola na mão, largou a arma imediatamente e voltou a afirmar que era a vítima do assalto e que havia atingido o criminoso dentro do imóvel. Na varredura, o autor foi encontrado caído na sala da frente, aparentemente já sem vida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado e constatou o óbito no local.

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Consultas policiais revelaram que o assaltante, natural de Jacareí, em São Paulo, era foragido do sistema penal e tinha mandado de prisão em aberto. Ele havia se apresentado na joalheria com um nome falso. Com o grupo, foram apreendidos a pistola de posse regular do proprietário, um revólver calibre 38 e um simulacro de arma de fogo.

O caso segue sob apuração. Como o autor já apresentava disparos anteriores à ação da guarnição, a Polícia Científica deve esclarecer, por meio dos exames periciais e do laudo necroscópico, quais tiros causaram a morte. As circunstâncias da tentativa de roubo continuam sendo investigadas.

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