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Foragido por matar quatro pessoas, criminoso de facção do RS é preso em Itapema

Condenado a 32 anos pela Justiça do Rio Grande do Sul por quatro homicídios, o foragido usava nome falso para escapar de abordagens. A guarnição não se deixou enganar.

Foragido por matar quatro pessoas, criminoso de facção do RS é preso em Itapema
Foto: Reprodução
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Um foragido da Justiça gaúcha condenado por quatro homicídios rodava tranquilo pelas ruas de Itapema, no Litoral Norte, dirigindo um carro e apostando numa identidade falsa. Dessa vez, não colou. Uma guarnição da Polícia Militar que já vinha atrás do veículo cercou o suspeito num posto de combustíveis da Marginal Leste e desmontou, peça por peça, a história que ele tentava sustentar.

A informação que chegou à PMSC era específica: um carro estaria circulando pela cidade conduzido por um homem procurado pela Justiça do Rio Grande do Sul, com mandado de prisão em aberto por vários assassinatos. Segundo as informações repassadas à corporação, o condutor tinha o hábito de se apresentar como J.O. sempre que era parado por agentes de segurança, um nome que ele usava com tanta frequência que já havia respondido a um procedimento com essa identidade falsa.

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Os policiais localizaram o veículo na Marginal Leste e fizeram a abordagem quando o carro entrou num posto de combustíveis da região. Na revista pessoal, nada de ilícito foi encontrado. O problema começou quando o homem abriu a boca. Questionado sobre quem era, repetiu o nome falso. Perguntado sobre a filiação, travou, hesitou e chegou a informar errado o nome do próprio pai.

A farsa desmontada

A checagem nos sistemas policiais escancarou a farsa. A foto da carteira de habilitação apresentada no nome de J.O não batia com o rosto do homem parado ali na frente dos policiais. A corporação já tinha registro de que aquela identidade falsa havia sido usada inclusive para entrar no sistema prisional em outra ocasião, ou seja, o mesmo truque vinha sendo repetido havia tempo.

Para fechar o cerco, os militares acionaram fontes de segurança do Rio Grande do Sul, que enviaram fotografias do verdadeiro Tiago da Silva. As imagens coincidiram plenamente com o abordado. Foi nesse momento que a real identidade caiu, e com ela veio o resto da ficha, incluindo o vínculo com uma organização criminosa do RS, uma das facções mais conhecidas do Sul do país.

Condenado a 32 anos

Contra Tiago da Silva pesa o mandado de prisão número 5009086-91.2013.8.21.0001, expedido pela 2ª Vara do Júri de Porto Alegre. A Justiça gaúcha o condenou a 32 anos de reclusão, em regime inicial fechado, por quatro homicídios enquadrados como crimes hediondos. A pena provisória foi decretada para cumprimento imediato, o que colocava seu nome na lista de procurados.

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Com a identidade confirmada, ele foi preso pelo crime de falsa identidade, em flagrante, e pelo cumprimento do mandado que já corria em seu desfavor. O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. Agora à disposição da Justiça, ele deve ser recambiado ao Rio Grande do Sul para cumprir a pena que vinha tentando evitar com um nome que não era o seu.

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